HC 650768 - DECISAO
Embora o habeas corpus substitutivo de recurso próprio, em regra, não devesse ser conhecido, verificou-se constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva da paciente, uma vez que o tempo de custódia cautelar (cerca de 1 ano e 6 meses) tornou-se desproporcional frente à pena definitiva imposta (7 meses de reclusão em regime semiaberto). Aplicando-se o princípio da homogeneidade/proporcionalidade, o Tribunal concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, ressalvando a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas do art. 319 do CPP a serem fixadas pelo juiz de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: RAFAELA GONÇALVES MOTA DE ALMEIDA; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
- Outcome
- Não conheço da impetração quanto à aplicação do princípio da insignificância; concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva da paciente RAFAELA GONÇALVES MOTA DE ALMEIDA.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Princípio Da Insignificância, Prisão Em Flagrante, Princípio Da Homogeneidade, Medidas Cautelares Alternativas, COVID 19 / Recomendação CNJ 62/2020
Case Brief
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Parties
RAFAELA GONÇALVES MOTA DE ALMEIDA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal De Origem
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
Legal Issues
- 1 Preservação dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal para manutenção da prisão preventiva
- 2 Aplicabilidade do princípio da homogeneidade/proporcionalidade quando o tempo de prisão cautelar aproxima ou excede a pena a ser aplicada
- 3 Pedido de prisão domiciliar com fundamento no art. 318, V, do CPP e precedentes do STF
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus substitutivo de recurso próprio, em regra, não devesse ser conhecido, verificou-se constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva da paciente, uma vez que o tempo de custódia cautelar (cerca de 1 ano e 6 meses) tornou-se desproporcional frente à pena definitiva imposta (7 meses de reclusão em regime semiaberto). Aplicando-se o princípio da homogeneidade/proporcionalidade, o Tribunal concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, ressalvando a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas do art. 319 do CPP a serem fixadas pelo juiz de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço da impetração quanto à aplicação do princípio da insignificância; concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva da paciente RAFAELA GONÇALVES MOTA DE ALMEIDA.
Orders
- Revogar a prisão preventiva da paciente
- Ressalvar a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, a serem definidas pelo Juiz de primeiro grau
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