RHC 138432 - DECISAO
Verificado que o processo vinha tramitando com regularidade, apresentava complexidade (dois réus, dificuldade para localização de testemunhas, cartas precatórias) e teve atos adiados em razão da pandemia, e estando marcada sessão de julgamento, não se configurou desídia do Judiciário nem excesso de prazo apto a relaxar a prisão; ademais, havia prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria e fundamentação concreta para a prisão preventiva (art.312 CPP) em razão da periculosidade e do modus operandi, razão pela qual o recurso não foi provido, com recomendação de reexame pelo juízo de primeiro grau à luz do tempo decorrido e da Lei 13.964/19.
- Parties
- Recorrente: IGOR JOSE GOMES DE SOUZA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (recurso Negado)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Tribunal Do Júri, Revisão Da Prisão (art.316 Cpp)
Case Brief
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Parties
IGOR JOSE GOMES DE SOUZA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (recurso Negado)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa
- 2 manutenção da prisão preventiva nos termos do art.312 do CPP
- 3 revisão periódica da prisão preventiva (art.316, parágrafo único, CPP)
Ratio Decidendi
Verificado que o processo vinha tramitando com regularidade, apresentava complexidade (dois réus, dificuldade para localização de testemunhas, cartas precatórias) e teve atos adiados em razão da pandemia, e estando marcada sessão de julgamento, não se configurou desídia do Judiciário nem excesso de prazo apto a relaxar a prisão; ademais, havia prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria e fundamentação concreta para a prisão preventiva (art.312 CPP) em razão da periculosidade e do modus operandi, razão pela qual o recurso não foi provido, com recomendação de reexame pelo juízo de primeiro grau à luz do tempo decorrido e da Lei 13.964/19.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Recomenda-se ao Juízo da Vara do Tribunal do Júri de Olinda/PE que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei 13.964/19.
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