HC 656240 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por ser utilizado como sucedâneo de recurso próprio em revisão criminal; ademais, não se verificou flagrante ilegalidade capaz de justificar concessão de ofício. A desclassificação para o art.102 do Estatuto do Idoso não se impõe, porque os tipos são distintos e a conduta se subsume ao art.168, §1º, III, CP; a aplicação de eventual lei mais benigna, após trânsito em julgado, compete ao juízo das execuções (art.66 LEP e Súmula 611/STF), e a pretensão demandaria revolvimento probatório incompatível com o habeas corpus, além do risco de novatio legis in pejus.
- Parties
- Paciente: EDUARDO ANTÔNIO MIGUEL ELIAS; Órgão Julgador Impugnado: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial Em Revisão Criminal / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Revisão Criminal, Desclassificação De Crime, Novatio Legis in Mellius, Aplicação De Lei Mais Benigna, Estatuto Do Idoso, Apropriação Indébita
Case Brief
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Parties
EDUARDO ANTÔNIO MIGUEL ELIAS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador Impugnado
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial Em Revisão Criminal / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal
- 2 possibilidade de desclassificação da conduta para art.102 do Estatuto do Idoso
- 3 competência do juízo das execuções para aplicação de lei mais benigna (art.66 LEP)
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por ser utilizado como sucedâneo de recurso próprio em revisão criminal; ademais, não se verificou flagrante ilegalidade capaz de justificar concessão de ofício. A desclassificação para o art.102 do Estatuto do Idoso não se impõe, porque os tipos são distintos e a conduta se subsume ao art.168, §1º, III, CP; a aplicação de eventual lei mais benigna, após trânsito em julgado, compete ao juízo das execuções (art.66 LEP e Súmula 611/STF), e a pretensão demandaria revolvimento probatório incompatível com o habeas corpus, além do risco de novatio legis in pejus.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Liminar indeferida pela presidência desta Corte (fls. 244-245)
- Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.
Full Case Text
Judgment text and source record
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