HC 633242 - DECISAO
Habeas corpus não conhecido quanto à via eleita, mas concedeu-se a ordem de ofício diante de flagrante ilegalidade: a condenação pelo art. 35/Lei n. 11.343/2006 foi considerada manifestamente ilegal por ausência de prova concreta de estabilidade e permanência da associação, devendo o paciente ser absolvido desse delito; na dosimetria, afastou-se a valoração da personalidade baseada em processos não definitivos (em observância à Súmula 444/STJ) e reduziu-se a fração aplicada pela reincidência para 1/6, por ser desproporcional a majoração a 1/3 quando há apenas uma condenação anterior, resultando na readequação da pena do art. 33 para 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão e 680 dias-multa,...
- Parties
- Paciente: NIVALDO RAMOS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Corréu: JEAN CAÍQUE; Interveniente (oposição/manifestação): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 June 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício em parte.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Dosimetria Da Pena, Reincidência, Súmula 444/stj
Case Brief
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Parties
NIVALDO RAMOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
JEAN CAÍQUE
Corréu
Ministério Público Federal
Interveniente (oposição/manifestação)
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 comprovação da estabilidade e permanência para caracterização do art. 35 da Lei n. 11.343/2006
- 3 valoração de maus antecedentes e personalidade na dosimetria (uso de inquéritos e ações em curso)
Ratio Decidendi
Habeas corpus não conhecido quanto à via eleita, mas concedeu-se a ordem de ofício diante de flagrante ilegalidade: a condenação pelo art. 35/Lei n. 11.343/2006 foi considerada manifestamente ilegal por ausência de prova concreta de estabilidade e permanência da associação, devendo o paciente ser absolvido desse delito; na dosimetria, afastou-se a valoração da personalidade baseada em processos não definitivos (em observância à Súmula 444/STJ) e reduziu-se a fração aplicada pela reincidência para 1/6, por ser desproporcional a majoração a 1/3 quando há apenas uma condenação anterior, resultando na readequação da pena do art. 33 para 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão e 680 dias-multa,...
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício em parte.
Orders
- Absolver o paciente da prática do art. 35, caput, da Lei n. 11.343/2006.
- Reduzir a fração de aumento por reincidência para 1/6 na segunda fase da dosimetria.
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