HC 614278 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus por inadequação da via recursal, mas, de ofício, reconheceu ausência de flagrante ilegalidade nas interceptações telefônicas diante da investigação prévia e fundamentação das decisões judiciais que as autorizaram; entretanto, verificou ocorrência de bis in idem na dosimetria do réu Arlindo pelo uso do fato de estar preso tanto para exasperar a pena-base quanto como causa de aumento, afastando essa valoração redundante e promovendo o ajuste das penas, fixando-as em 6 anos e 5 meses de reclusão para Arlindo e 5 anos e 3 meses de reclusão para Leonardo, mantendo os regimes iniciais da sentença.
- Parties
- Paciente: ARLINDO DE OLIVEIRA GONÇALVES; Paciente: LEONARDO ABREU MENDONÇA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Em Habeas Corpus
- Outcome
- habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício parcialmente para ajustar a dosimetria e reduzir as penas dos pacientes
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Interceptação Telefônica, Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Reincidência, Art. 40, III, Lei N. 11.343/2006, Bis in Idem
Case Brief
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Parties
ARLINDO DE OLIVEIRA GONÇALVES
Paciente
LEONARDO ABREU MENDONÇA
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Em Habeas Corpus
Legal Issues
- 1 nulidade das interceptações telefônicas por ausência de diligências prévias
- 2 adequação da via do habeas corpus como substituto de recurso próprio
- 3 bis in idem na dosimetria da pena (valoração de circunstância em mais de uma fase)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus por inadequação da via recursal, mas, de ofício, reconheceu ausência de flagrante ilegalidade nas interceptações telefônicas diante da investigação prévia e fundamentação das decisões judiciais que as autorizaram; entretanto, verificou ocorrência de bis in idem na dosimetria do réu Arlindo pelo uso do fato de estar preso tanto para exasperar a pena-base quanto como causa de aumento, afastando essa valoração redundante e promovendo o ajuste das penas, fixando-as em 6 anos e 5 meses de reclusão para Arlindo e 5 anos e 3 meses de reclusão para Leonardo, mantendo os regimes iniciais da sentença.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício parcialmente para ajustar a dosimetria e reduzir as penas dos pacientes
Orders
- Não conhecer do mandamus (habeas corpus) por inadequação da via eleita
- Conceder, de ofício, a ordem apenas para aplicar ao paciente ARLINDO DE OLIVEIRA GONÇALVES a pena de 6 anos e 5 meses de reclusão
Full Case Text
Judgment text and source record
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