HC 774597 - DECISAO
Embora o habeas corpus, em regra, não deva ser conhecido quando fungir como substitutivo de revisão criminal de acórdão transitado em julgado, verificou-se flagrante ilegalidade na dosimetria: a quantidade apreendida (≈116,6 g de maconha) não justificava a exasperação da pena-base e a consideração da prática no interior do estabelecimento prisional havia sido computada duas vezes (na primeira/segunda fase e como majorante do art.40,III), configurando bis in idem; por isso o Tribunal, de ofício, reduziu a pena-base ao mínimo legal (5 anos), aumentou em 1/6 por reincidência e aplicou 1/6 pela majorante do art.40,III, fixando a pena definitiva em 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão e 680...
- Parties
- Paciente: SERGIO JERUSALEM DA ROCHA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- habeas corpus não conhecido em parte, mas ordem concedida de ofício para correção da dosimetria
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Reincidência, Majorante (art. 40, III, Lei N. 11.343/2006)
Case Brief
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Parties
SERGIO JERUSALEM DA ROCHA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal após trânsito em julgado
- 2 ilegalidade na dosimetria por majoração indevida da pena-base com bis in idem pela consideração da qualificadora do art.40,III em mais de uma fase
- 3 proporcionalidade da majoração da pena-base em razão da quantidade de droga
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus, em regra, não deva ser conhecido quando fungir como substitutivo de revisão criminal de acórdão transitado em julgado, verificou-se flagrante ilegalidade na dosimetria: a quantidade apreendida (≈116,6 g de maconha) não justificava a exasperação da pena-base e a consideração da prática no interior do estabelecimento prisional havia sido computada duas vezes (na primeira/segunda fase e como majorante do art.40,III), configurando bis in idem; por isso o Tribunal, de ofício, reduziu a pena-base ao mínimo legal (5 anos), aumentou em 1/6 por reincidência e aplicou 1/6 pela majorante do art.40,III, fixando a pena definitiva em 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão e 680...
Court Disposition
habeas corpus não conhecido em parte, mas ordem concedida de ofício para correção da dosimetria
Orders
- não conheço do habeas corpus quanto a eventual substituição da revisão criminal
- concedo a ordem de ofício para fixar a pena-base em 5 anos de reclusão
Full Case Text
Judgment text and source record
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