HC 957681 - DECISAO

HC 957681 - DECISAO

O Tribunal não conheceu do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal em face de condenação transitada em julgado, mas reconheceu ilegalidade manifesta na dosimetria: ações penais em curso não impedem, por si só, a aplicação do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. Assim, aplicou-se a minorante em seu patamar máximo (redução de 2/3) ao crime de tráfico, fixando a reprimenda definitiva em 1 ano e 8 meses; manteve-se a pena de 2 anos por corrupção ativa; determinou-se regime inicial aberto e a possibilidade de substituição da pena conforme arts. indicados.

Parties
Paciente: FERNANDO MACHADO RYPKA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (Apelação n. 004292-69.2021.8.16.0196); Ministerio Publico Federal: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
18 November 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus (substitutivo De Revisão Criminal) / Decisão Monocrática / Decisão Final
Outcome
Não conheço do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal; concedo, porém, a ordem de ofício para corrigir a dosimetria e efeitos penais conforme fundamentado.
Legal Topics
Habeas Corpus, Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado, Revisão Criminal, Presunção De Não Culpabilidade

Case Brief

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Parties

FERNANDO MACHADO RYPKA

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (Apelação n. 004292-69.2021.8.16.0196)

Autoridade Coatora

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Ministerio Publico Federal

Procedural Posture

Habeas Corpus (substitutivo De Revisão Criminal) / Decisão Monocrática / Decisão Final

  1. 1 Admissibilidade de habeas corpus como substitutivo de revisão criminal após trânsito em julgado
  2. 2 Possibilidade de aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 diante de ações penais em curso
  3. 3 Eventual bis in idem na valoração da quantidade de droga na dosimetria

Ratio Decidendi

O Tribunal não conheceu do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal em face de condenação transitada em julgado, mas reconheceu ilegalidade manifesta na dosimetria: ações penais em curso não impedem, por si só, a aplicação do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. Assim, aplicou-se a minorante em seu patamar máximo (redução de 2/3) ao crime de tráfico, fixando a reprimenda definitiva em 1 ano e 8 meses; manteve-se a pena de 2 anos por corrupção ativa; determinou-se regime inicial aberto e a possibilidade de substituição da pena conforme arts. indicados.

Court Disposition

Não conheço do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal; concedo, porém, a ordem de ofício para corrigir a dosimetria e efeitos penais conforme fundamentado.

Orders

  • Aplicada a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no seu patamar máximo (redução de 2/3) à pena relativa ao tráfico de drogas, tornando-a definitiva em 1 ano e 8 meses de reclusão
  • Mantida a pena referente ao delito de corrupção ativa em 2 anos de reclusão