HC 1036636 - DECISAO

HC 1036636 - DECISAO

Conheceu-se parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, denegou-se a ordem porque o agravo interno apontado como motivo de ausência de prestação jurisdicional já fora julgado, tornando sem objeto a alegação; além disso, não houve demonstração de excesso de prazo apto a configurar constrangimento ilegal, pois a aferição exige juízo de razoabilidade diante da gravidade concreta, periculosidade do paciente e complexidade da investigação (Operação Ergástulo), circunstâncias que justificam a manutenção da prisão preventiva; determinou-se, contudo, que o Tribunal de origem proceda periodicamente à reavaliação da custódia cautelar nos termos do art. 316 do CPP.

Parties
Paciente: TALES ALVES DE ALMEIDA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (Pedido de Prisão Preventiva n. 0811134-26.2025.8.15.0000); Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
10 December 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (conhecimento Parcial E Denegação Da Ordem)
Outcome
Conheço parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, denego a ordem.
Legal Topics
Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Organização Criminosa, Medidas Cautelares, Art. 316 Do CPP, Duração Razoável Do Processo

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Parties

TALES ALVES DE ALMEIDA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (Pedido de Prisão Preventiva n. 0811134-26.2025.8.15.0000)

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão (conhecimento Parcial E Denegação Da Ordem)

  1. 1 existência de prestação jurisdicional quanto ao agravo interno
  2. 2 excesso de prazo na custódia provisória
  3. 3 necessidade de reavaliação periódica da custódia cautelar (art. 316 CPP)

Ratio Decidendi

Conheceu-se parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, denegou-se a ordem porque o agravo interno apontado como motivo de ausência de prestação jurisdicional já fora julgado, tornando sem objeto a alegação; além disso, não houve demonstração de excesso de prazo apto a configurar constrangimento ilegal, pois a aferição exige juízo de razoabilidade diante da gravidade concreta, periculosidade do paciente e complexidade da investigação (Operação Ergástulo), circunstâncias que justificam a manutenção da prisão preventiva; determinou-se, contudo, que o Tribunal de origem proceda periodicamente à reavaliação da custódia cautelar nos termos do art. 316 do CPP.

Court Disposition

Conheço parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, denego a ordem.

Orders

  • Tribunal de origem deve proceder periodicamente com a reavaliação da custódia cautelar nos moldes do art. 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal.
  • Publique-se.