HC 1045052 - ACORDAO
A ordem foi denegada porque a prisão preventiva está fundamentada na gravidade concreta dos delitos (usura e extorsão) praticados no contexto de organização criminosa com elevado número de agentes, movimentações financeiras relevantes (mais de um milhão de reais no período de investigação), modus operandi que inclui ameaças e chantagens e uso de arma de fogo, tudo a indicar risco concreto de interferência na instrução e elevada periculosidade, além da insuficiência das medidas do art. 319 do CPP; a jurisprudência do STJ corrobora que tais elementos legitimam a custódia preventiva para preservação da ordem pública.
- Parties
- Paciente: Alexandre Francisco dos Santos; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Acórdão Julgamento De Habeas Corpus (sexta Turma, Sessão Virtual)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Usura, Extorsão, Lavagem De Capitais, Medidas Cautelares (art. 319, Cpp)
Case Brief
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Parties
Alexandre Francisco dos Santos
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Acórdão Julgamento De Habeas Corpus (sexta Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 existência dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal
- 2 contemporaneidade dos fundamentos da prisão preventiva
- 3 fundamentação concreta e individualizada do decreto prisional
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque a prisão preventiva está fundamentada na gravidade concreta dos delitos (usura e extorsão) praticados no contexto de organização criminosa com elevado número de agentes, movimentações financeiras relevantes (mais de um milhão de reais no período de investigação), modus operandi que inclui ameaças e chantagens e uso de arma de fogo, tudo a indicar risco concreto de interferência na instrução e elevada periculosidade, além da insuficiência das medidas do art. 319 do CPP; a jurisprudência do STJ corrobora que tais elementos legitimam a custódia preventiva para preservação da ordem pública.
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