RHC 222408 - DECISAO
O recurso foi denegado porque (1) o recolhimento tardio das custas não produz decadência da ação penal quando a queixa foi ajuizada dentro do prazo decadencial; (2) a alegação de imunidade profissional não foi examinada pelo Tribunal de origem, impedindo o conhecimento pelo STJ por supressão de instância; e (3) a queixa imputa a conduta apenas à advogada, sem indicar dolo dos constituintes mencionados na procuração, de modo que não há prova de renúncia tácita nem de responsabilidade penal dos clientes pela manifestação do advogado, não se justificando o trancamento da ação penal via habeas corpus.
- Parties
- Querelada / Paciente: ANA CRISTINA DE ALMEIDA GAIC; Querelante: Wendell de Araújo Lima; Constituinte / Clienta Da Querelada: Otília Mariana Lopes Rebouças; Constituinte / Cliente Da Querelada: Vitor Afonso Lopes Rebouças
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 January 2026
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Recurso Denegado
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Ação Penal Privada, Calúnia, Decadência, Custas Processuais, Imunidade Profissional Do Advogado, Princípio Da Indivisibilidade Da Ação Penal Privada, Renúncia Tácita, Responsabilidade Penal Do Constituinte
Case Brief
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Parties
ANA CRISTINA DE ALMEIDA GAIC
Querelada / Paciente
Wendell de Araújo Lima
Querelante
Otília Mariana Lopes Rebouças
Constituinte / Clienta Da Querelada
Vitor Afonso Lopes Rebouças
Constituinte / Cliente Da Querelada
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Recurso Denegado
Legal Issues
- 1 Se o recolhimento tardio das custas processuais enseja decadência da ação penal privada
- 2 Se houve ausência de pressuposto processual (art. 395, II, CPP) ou nulidade processual
- 3 Se a imunidade profissional da advogada (art. 7º, § 2º, Lei 8.906/1994) impede a ação penal
Ratio Decidendi
O recurso foi denegado porque (1) o recolhimento tardio das custas não produz decadência da ação penal quando a queixa foi ajuizada dentro do prazo decadencial; (2) a alegação de imunidade profissional não foi examinada pelo Tribunal de origem, impedindo o conhecimento pelo STJ por supressão de instância; e (3) a queixa imputa a conduta apenas à advogada, sem indicar dolo dos constituintes mencionados na procuração, de modo que não há prova de renúncia tácita nem de responsabilidade penal dos clientes pela manifestação do advogado, não se justificando o trancamento da ação penal via habeas corpus.
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Publique-se
Full Case Text
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