HC 1079396 - DECISAO
Não se conheceu da impetração por se tratar, em parte, de sucedâneo de recurso próprio; contudo, com base no art. 647-A do CPP e na análise das circunstâncias concretas (ausência de violência ou grave ameaça, primariedade da paciente, quantidade apreendida não significativa e inexistência de elementos que justifiquem grave risco à ordem pública), o Tribunal entendeu ser desproporcional a manutenção da prisão preventiva, impondo medidas cautelares diversas como suficientes, e por isso concedeu a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva, ressalvando possibilidade de nova decretação se devidamente fundamentada.
- Parties
- Paciente: JENIFER ADÁLIA DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 March 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Da Impetração; Concessão De Ordem De Ofício E Revogação Da Prisão Preventiva)
- Outcome
- Não conheço da impetração. De ofício, concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor da paciente, salvo se por outro motivo estiver presa, mediante a prévia assunção do compromisso de cumprir medidas cautelares.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Tráfico De Drogas, Art. 312 Do CPP, Art. 319 Do CPP, Lei N. 11.343/2006
Case Brief
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Parties
JENIFER ADÁLIA DE OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Da Impetração; Concessão De Ordem De Ofício E Revogação Da Prisão Preventiva)
Legal Issues
- 1 inadequação da prisão preventiva sem requisitos do art. 312 do CPP
- 2 proporcionalidade da custódia cautelar
- 3 possibilidade de substituição por medidas cautelares do art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
Não se conheceu da impetração por se tratar, em parte, de sucedâneo de recurso próprio; contudo, com base no art. 647-A do CPP e na análise das circunstâncias concretas (ausência de violência ou grave ameaça, primariedade da paciente, quantidade apreendida não significativa e inexistência de elementos que justifiquem grave risco à ordem pública), o Tribunal entendeu ser desproporcional a manutenção da prisão preventiva, impondo medidas cautelares diversas como suficientes, e por isso concedeu a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva, ressalvando possibilidade de nova decretação se devidamente fundamentada.
Court Disposition
Não conheço da impetração. De ofício, concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor da paciente, salvo se por outro motivo estiver presa, mediante a prévia assunção do compromisso de cumprir medidas cautelares.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus impetrado.
- Conceder de ofício a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor de JENIFER ADÁLIA DE OLIVEIRA, salvo se por outro motivo estiver presa, mediante a prévia assunção do compromisso de cumprir as medidas cautelares descritas.
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