HC 1088477 - DECISAO
Não se conheceu do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, por ausência de flagrante ilegalidade apta a ensejar absolvição ou reforma ampla do acervo fático-probatório; entretanto, reconhecendo-se desproporcionalidade na exasperação da pena-base em razão da pequena quantidade de drogas apreendidas em relação à dosimetria aplicada, o Tribunal, de ofício, reduziu a pena-base e redimensionou a pena definitiva do paciente para 8 anos de reclusão e 1.200 dias-multa, alterando o regime inicial para semiaberto, pois tal correção foi possível sem revolver, de forma profunda, o conjunto probatório que fundamentou a condenação por associação para o tráfico.
- Parties
- Paciente: EDUARDO FURTADO; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (concessão Parcial Da Ordem, Não Conhecimento Do Writ Com Concessão De Ofício)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Provas Digitais
Case Brief
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Parties
EDUARDO FURTADO
Paciente
Tribunal de Justiça de Santa Catarina
Órgão De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (concessão Parcial Da Ordem, Não Conhecimento Do Writ Com Concessão De Ofício)
Legal Issues
- 1 insuficiência probatória para configuração do art. 35 da Lei 11.343/2006 (animus associativo estável e permanente)
- 2 legitimidade da exasperação da pena-base com fundamento na quantidade e natureza da droga (art. 42 da Lei 11.343/2006)
- 3 possibilidade de aplicação da causa de diminuição do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 quando há condenação por associação para o tráfico
Ratio Decidendi
Não se conheceu do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, por ausência de flagrante ilegalidade apta a ensejar absolvição ou reforma ampla do acervo fático-probatório; entretanto, reconhecendo-se desproporcionalidade na exasperação da pena-base em razão da pequena quantidade de drogas apreendidas em relação à dosimetria aplicada, o Tribunal, de ofício, reduziu a pena-base e redimensionou a pena definitiva do paciente para 8 anos de reclusão e 1.200 dias-multa, alterando o regime inicial para semiaberto, pois tal correção foi possível sem revolver, de forma profunda, o conjunto probatório que fundamentou a condenação por associação para o tráfico.
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