HC 1092992 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por constituir inovação recursal após o julgamento do recurso em sentido estrito (preclusão consumativa) e por não haver ilegalidade manifesta a justificar ordem de ofício; ausente demonstração de prejuízo concreto (art. 563 CPP), com ratificação dos atos pelo paciente, existência de advogado diverso no início da investigação e provas digitais acessadas após autorização judicial e submetidas à perícia sem indícios de adulteração, mostra-se inadequada a via estreita para reexame probatório e concessão da ordem.
- Parties
- Paciente: JOAO SOARES PIRES BENTO NETO; Corréu: VICTOR CABRAL ROCHA; Corréu: PEDRO ULISSES NOVAES FERRAZ; Corréu: JEAN FERREIRA DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator Habeas Corpus Não Conhecido
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; não vislumbra ilegalidade que autorize concessão de ofício.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Nulidade Da Instrução, Defesas Colidentes, Cadeia De Custódia, Provas Digitais (áudios De Whats App), Preclusão Consumativa, Ratificação De Atos Processuais, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada, Patrocínio Infiel
Case Brief
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Parties
JOAO SOARES PIRES BENTO NETO
Paciente
VICTOR CABRAL ROCHA
Corréu
PEDRO ULISSES NOVAES FERRAZ
Corréu
JEAN FERREIRA DA SILVA
Corréu
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator Habeas Corpus Não Conhecido
Legal Issues
- 1 possibilidade de conhecimento do habeas corpus após julgamento de recurso em sentido estrito (preclusão consumativa)
- 2 nulidade absoluta da instrução criminal por defesas colidentes/patrocínio simultâneo do mesmo advogado
- 3 nulidade e desentranhamento de áudios de WhatsApp obtidos sem autorização judicial e com quebra da cadeia de custódia
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por constituir inovação recursal após o julgamento do recurso em sentido estrito (preclusão consumativa) e por não haver ilegalidade manifesta a justificar ordem de ofício; ausente demonstração de prejuízo concreto (art. 563 CPP), com ratificação dos atos pelo paciente, existência de advogado diverso no início da investigação e provas digitais acessadas após autorização judicial e submetidas à perícia sem indícios de adulteração, mostra-se inadequada a via estreita para reexame probatório e concessão da ordem.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; não vislumbra ilegalidade que autorize concessão de ofício.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Ordem não concedida de ofício.
Full Case Text
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