RHC 232472 - DECISAO
Houve mora excessiva na apreciação do agravo em execução penal, o que configura constrangimento ilegal sanável por habeas corpus, autorizando a determinação para imediata apreciação do agravo pelo juízo da execução; todavia, o habeas corpus não é via adequada para que o STJ decida de ofício sobre a concessão de comutação ou indulto — atos discricionários de natureza administrativo-presidencial — nem para apreciação do mérito que não foi examinada pela instância de origem, motivo pelo qual o recurso ordinário foi negado provimento.
- Parties
- Impetrante/paciente: MAXSUEL ROCHA DE MATOS; Autoridade Coatora: Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Araguaína/TO; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins; Interveniente (manifestação): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Julgado Pelo STJ
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Agravo Em Execução Penal, Comutação De Pena, Indulto, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Duração Razoável Do Processo, Supressão De Instância
Case Brief
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Parties
MAXSUEL ROCHA DE MATOS
Impetrante/paciente
Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Araguaína/TO
Autoridade Coatora
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Órgão Julgador Recorrido
Ministério Público Federal
Interveniente (manifestação)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Julgado Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Se a demora na análise do agravo em execução penal configura constrangimento ilegal à liberdade de locomoção
- 2 Se o habeas corpus é via adequada para afastar a vedação legal à comutação e ao indulto baseada em classificação posterior de crime como hediondo
- 3 Se a classificação de hediondez deve ser aferida conforme legislação vigente na data de publicação do decreto presidencial
Ratio Decidendi
Houve mora excessiva na apreciação do agravo em execução penal, o que configura constrangimento ilegal sanável por habeas corpus, autorizando a determinação para imediata apreciação do agravo pelo juízo da execução; todavia, o habeas corpus não é via adequada para que o STJ decida de ofício sobre a concessão de comutação ou indulto — atos discricionários de natureza administrativo-presidencial — nem para apreciação do mérito que não foi examinada pela instância de origem, motivo pelo qual o recurso ordinário foi negado provimento.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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