RHC 235979 - DECISAO
A ordem foi denegada porque a superveniência da decisão de pronúncia e o encerramento regular dos atos processuais mitigam a alegação de excesso de prazo (Súmulas 21 e 52 do STJ), não se identificando mora estatal; além disso, a gravidade concreta do homicídio qualificado e o modus operandi demonstram periculosidade e risco à ordem pública, justificando a manutenção da prisão preventiva nos termos dos arts. 312 e 315 do CPP; pedidos de desaforamento pendentes não caracterizam, por si só, demora ilegal, sendo recomendada a prioridade na apreciação do desaforamento pelo Tribunal a quo.
- Parties
- Paciente: JOÃO PEDRO BERNARDES AGUIAR DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ; Órgão Ministerial: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2026
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Final Recurso Desprovido/ordem Denegada
- Outcome
- Recurso desprovido; ordem denegada
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Desaforamento, Medidas Cautelares Diversas, Prisão Domiciliar, Homicídio Qualificado, Súmula 21/stj, Súmula 52/stj
Case Brief
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Parties
JOÃO PEDRO BERNARDES AGUIAR DE OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Final Recurso Desprovido/ordem Denegada
Legal Issues
- 1 excesso de prazo na prisão preventiva
- 2 justificativa da prisão preventiva diante da gravidade concreta e modus operandi
- 3 adequação de medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque a superveniência da decisão de pronúncia e o encerramento regular dos atos processuais mitigam a alegação de excesso de prazo (Súmulas 21 e 52 do STJ), não se identificando mora estatal; além disso, a gravidade concreta do homicídio qualificado e o modus operandi demonstram periculosidade e risco à ordem pública, justificando a manutenção da prisão preventiva nos termos dos arts. 312 e 315 do CPP; pedidos de desaforamento pendentes não caracterizam, por si só, demora ilegal, sendo recomendada a prioridade na apreciação do desaforamento pelo Tribunal a quo.
Court Disposition
Recurso desprovido; ordem denegada
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Recomenda-se que o Tribunal a quo priorize o julgamento do pedido de desaforamento formulado pelo Ministério Público Estadual.
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