HC 1004006 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque foi impetrado contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem sem que houvesse exaurimento da instância por meio de recurso ao colegiado, situação que impede o conhecimento do writ pelo STJ; por isso, a liminar foi indeferida com fundamento no RISTJ.
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- Parties
- Paciente: PAULINHO FERREIRA VIDAL; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Habeas Corpus não conhecido/liminar indeferida
- Legal Topics
- Habeas Corpus Contra Decisão Monocrática, Exaurimento De Instância, Nulidade De Flagrante, Provas Ilícitas, Reincidência Na Dosimetria Da Pena, Confissão Como Atenuante, Manutenção Da Segregação Processual, Requisitos Do Art. 312 Do CPP
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Parties
PAULINHO FERREIRA VIDAL
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 Cabimento do habeas corpus contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem
- 2 Nulidade do flagrante por violação de domicílio e ilicitude das provas dela derivadas
- 3 Fundamentação da reincidência na dosimetria da pena
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque foi impetrado contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem sem que houvesse exaurimento da instância por meio de recurso ao colegiado, situação que impede o conhecimento do writ pelo STJ; por isso, a liminar foi indeferida com fundamento no RISTJ.
Court Disposition
Habeas Corpus não conhecido/liminar indeferida
Orders
- Indeferida liminarmente a presente ordem de Habeas Corpus
- Cientifique-se o Ministério Público Federal
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de PAULINHO FERREIRA VIDAL em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (Processo n. 5024115-83.2025.8.24.0000). Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 9 (nove) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes descritos no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 e art. 16, § 1º, IV da Lei 10.826/2003. Alega a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática indeferiu a petição inicial do writ impetrado na origem. Sustenta que a condenação do paciente é nula, tendo em vista a nulidade do flagrante em razão da violação de domicílio realizada sem fundadas razões e sem autorização judicial, sendo ilícitas as provas dela derivadas. Discorre que a sentença condenatória majorou indevidamente a pena com fundamento na reincidência, sem apresentar fundamentação idônea e concreta. Pondera que o acusado confessou a prática dos delitos a ele imputados, circunstância que deve ser obrigatoriamente considerada como atenuante. Afirma que a manutenção em sentença da segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea e que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP. Requer, em suma, a suspensão da execução da pena do paciente com a imediata declaração de sua liberdade, garantindo o direito de recorrer em liberdade, bem como que seja reconhecida a nulidade das provas obtidas ilicitamente, readequando a dosimetria da pena, aplicando-se o mínimo legal e garantindo-se o cumprimento da pena no regime semiaberto. É o relatório. Decido. O writ não merece prosperar. A decisão combatida foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator na origem, não havendo, pois, deliberação colegiada do Tribunal a quo sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Corte Superior devido à ausência de exaurimento de instância. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INTERPOSIÇÃO DE DOIS RECURSOS. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE E DA PRECLUSÃO CONSUMATIVA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DO ÚLTIMO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. WRIT CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NECESSIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. Não é cabível a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática de desembargador, sendo necessária a interposição de recurso para submissão do decisum ao colegiado competente a fim de que ocorra o exaurimento de instância (art. 105, II, a, da Constituição Federal). .. (AgRg no HC n. 743.582/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, DJe de 17.6.2022.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EM HABEAS CORPUS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. WRIT IMPETRADO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. NÃO CABIMENTO. 1. Esta Corte entende que não é cabível a impetração do writ contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem, tendo em vista ser necessária a interposição do recurso adequado para a submissão do respectivo decisum ao colegiado daquele Tribunal, de modo a exaurir referida instância. Precedentes do STJ. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no RHC n. 160.065/PE, Rel. Ministro Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, DJe de 11.3.2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA