HC 924958 - DECISAO

HC 924958 - DECISAO

Embora exista jurisprudência reconhecendo atipicidade e autorizando salvo-conduto quando comprovada a imprescindibilidade do tratamento e, preferencialmente, com chancela da ANVISA, no caso concreto a autorização da ANVISA estava com validade expirada, havia discrepância entre o número de plantas indicado no laudo técnico e o pedido inicial, e foi instituída política pública estadual (Lei Estadual n. 17.618/23 e Decreto n. 68.233/23) que prevê fornecimento gratuito pelo Estado/SUS; assim, o plantio doméstico não se mostrou o meio mais adequado nem necessário, razão pela qual se denegou a ordem de habeas corpus nos termos do art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ.

Parties
Paciente: ALEXANDRE DANIEL DOS SANTOS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO; Manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
12 November 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus Preventivo / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
denego a ordem de habeas corpus
Legal Topics
Habeas Corpus Preventivo, Salvo Conduto, Atipicidade Penal, Cultivo De Cannabis Sativa Para Fins Medicinais, Política Pública Estadual, Fornecimento Pelo SUS

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Parties

ALEXANDRE DANIEL DOS SANTOS

Paciente

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Manifestante

Procedural Posture

Habeas Corpus Preventivo / Decisão No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Atipicidade da conduta de cultivar Cannabis sativa para fins medicinais quando comprovada a imprescindibilidade do tratamento
  2. 2 Requisitos para concessão de salvo-conduto em casos de uso medicinal de cannabis
  3. 3 Efeito da existência de lei estadual e política pública de fornecimento sobre a necessidade de cultivo doméstico

Ratio Decidendi

Embora exista jurisprudência reconhecendo atipicidade e autorizando salvo-conduto quando comprovada a imprescindibilidade do tratamento e, preferencialmente, com chancela da ANVISA, no caso concreto a autorização da ANVISA estava com validade expirada, havia discrepância entre o número de plantas indicado no laudo técnico e o pedido inicial, e foi instituída política pública estadual (Lei Estadual n. 17.618/23 e Decreto n. 68.233/23) que prevê fornecimento gratuito pelo Estado/SUS; assim, o plantio doméstico não se mostrou o meio mais adequado nem necessário, razão pela qual se denegou a ordem de habeas corpus nos termos do art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ.

Court Disposition

denego a ordem de habeas corpus

Orders

  • Denego a ordem de habeas corpus nos termos do art. 34, XX, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
  • Comuniquem-se as instâncias ordinárias.