RHC 213624 - DECISAO
Habeas corpus é, em regra, inadequado para discutir punições disciplinares militares em razão da vedação do art. 142, § 2º, da CF, sendo cabível apenas para controle da regularidade formal do procedimento ou em casos de manifesta teratologia; no caso, não há alegação de vício formal ou teratologia. Além disso, por se tratar de possível transgressão grave, aplica-se o prazo prescricional de 6 anos previsto nas leis estaduais pertinentes, de modo que a pretensão punitiva não estaria prescrita. Assim, não há ilegalidade que justifique concessão da ordem, devendo o recurso ser negado provimento.
- Parties
- Recorrente/paciente: MARCELO PEREIRA; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina; Autor Do Ato/impetrado: Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão De Recurso (nego Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus Preventivo, Prescrição Da Pretensão Punitiva, Processo Administrativo Disciplinar, Transgressão Disciplinar, Cabimento Do Writ
Case Brief
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Parties
MARCELO PEREIRA
Recorrente/paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Órgão Julgador Recorrido
Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
Autor Do Ato/impetrado
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão De Recurso (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus em punições disciplinares militares
- 2 prazo prescricional aplicável a transgressão disciplinar (2 anos do CPM vs 6 anos das leis estaduais para transgressão grave)
- 3 limites do controle judicial sobre processos administrativos disciplinares militares: regularidade formal e teratologia
Ratio Decidendi
Habeas corpus é, em regra, inadequado para discutir punições disciplinares militares em razão da vedação do art. 142, § 2º, da CF, sendo cabível apenas para controle da regularidade formal do procedimento ou em casos de manifesta teratologia; no caso, não há alegação de vício formal ou teratologia. Além disso, por se tratar de possível transgressão grave, aplica-se o prazo prescricional de 6 anos previsto nas leis estaduais pertinentes, de modo que a pretensão punitiva não estaria prescrita. Assim, não há ilegalidade que justifique concessão da ordem, devendo o recurso ser negado provimento.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Ante o exposto, com fundamento no art. 932 do CPC, NEGO PROVIMENTO ao recurso em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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