HC 870054 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque a alegação de ilegalidade da busca domiciliar não foi objeto de debate no acórdão recorrido, e esta Corte só conhece de habeas substitutivo de recurso quando comprovada flagrante ilegalidade; inexistindo tal demonstração, impor-se-ia supressão de instância.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: CASSIA APARECIDA MARTINS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus Substitutivo, Busca Domiciliar, Prova Ilícita, Supressão De Instância, Flagrante Ilegalidade
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
CASSIA APARECIDA MARTINS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 ilegalidade da busca domiciliar sem mandado judicial
- 3 necessidade de flagrante ilegalidade para conhecer habeas corpus substitutivo
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque a alegação de ilegalidade da busca domiciliar não foi objeto de debate no acórdão recorrido, e esta Corte só conhece de habeas substitutivo de recurso quando comprovada flagrante ilegalidade; inexistindo tal demonstração, impor-se-ia supressão de instância.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, com pedido liminar, impetrado em favor de CASSIA APARECIDA MARTINS, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que a paciente foi absolvida em primeira instância. Em sede recursal, o Tribunal de origem deu provimento ao apelo ministerial para condená-la à pena de 4 anos de reclusão, em regime aberto, mais pagamento de 400 dias-multa, substituída por restritivas de direitos. Neste habeas corpus, alega o impetrante serem ilegais as provas colhidas mediante violação de domicílio sem mandado judicial e sem que houvesse justa causa. Destaca que o fato de supostamente haver denúncia anônima acerca da prática delitiva não valida a ação policial. Sustenta que o senhor Darci, pai da paciente, tem suas faculdades mentais comprometidas pelo Alzheimer, de modo que não teria condições nem discernimento para autorizar o ingresso dos agentes. Requer, assim, a absolvição da paciente, ante a ilegalidade das provas. Liminar indeferida (e-STJ, fls. 165-166). Informações prestadas (e-STJ, fls. 172-192). O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem (e-STJ, fls. 194-197). É o relatório. Decido. Esta Corte - HC 535.063/SP, Terceira Seção, Rel. Ministro Sebastião Reis Junior, julgado em 10/6/2020 - e o Supremo Tribunal Federal - AgRg no HC 180.365, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 27/3/2020; AgR no HC 147.210, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 30/10/2018 -, pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. Sob tal contexto, passo ao exame das alegações trazidas pela defesa, a fim de verificar a ocorrência de manifesta ilegalidade que autorize a concessão da ordem, de ofício. Da análise dos autos, observa-se que o tema relativo à ilegalidade da busca domiciliar não foi debatido no acórdão impugnado. Portanto, inviável o exame do tema diretamente neste Tribunal Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Nesse sentido: (RHC 106.965/RS, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 21/5/2019, DJe 3/6/2019; RHC 92.281/SP, Rel. Ministro ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 13/03/2018, DJe 03/04/2018). Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA