HC 623596 - DECISAO

HC 623596 - DECISAO

Embora o habeas corpus substitutivo não seja a via adequada em regra para reexame probatório, verificou-se, no caso, ausência de prova de dedicação à atividade delitiva, sendo o paciente primário e sem maus antecedentes, preenchendo assim os requisitos do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. Por esse motivo, a Corte reconheceu o tráfico privilegiado, reduziu a pena em metade (fixando 2 anos e 6 meses de reclusão) e determinou regime inicial semiaberto e pagamento de 250 dias-multa, mantendo, contudo, a impossibilidade da substituição por penas restritivas de direitos diante da natureza e quantidade da droga apreendida.

Parties
Paciente: JOSÉ BATISTA LOPES PECANHA; Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
02 February 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Concedendo a Ordem De Ofício Pelo Superior Tribunal De Justiça (terceira Seção)
Outcome
ordem concedida de ofício para reconhecer o tráfico privilegiado, reduzir a pena para 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto, e aplicar 250 dias-multa
Legal Topics
Habeas Corpus Substitutivo, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei N. 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Substituição De Pena Por Restritivas De Direitos (art. 44 Cp), Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Prova Testemunhal Policial

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Parties

JOSÉ BATISTA LOPES PECANHA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Impetrado

Procedural Posture

Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Concedendo a Ordem De Ofício Pelo Superior Tribunal De Justiça (terceira Seção)

  1. 1 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
  2. 2 aplicação do art.33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
  3. 3 possibilidade de substituição da pena privativa por restritivas de direitos (art.44 CP)

Ratio Decidendi

Embora o habeas corpus substitutivo não seja a via adequada em regra para reexame probatório, verificou-se, no caso, ausência de prova de dedicação à atividade delitiva, sendo o paciente primário e sem maus antecedentes, preenchendo assim os requisitos do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. Por esse motivo, a Corte reconheceu o tráfico privilegiado, reduziu a pena em metade (fixando 2 anos e 6 meses de reclusão) e determinou regime inicial semiaberto e pagamento de 250 dias-multa, mantendo, contudo, a impossibilidade da substituição por penas restritivas de direitos diante da natureza e quantidade da droga apreendida.

Court Disposition

ordem concedida de ofício para reconhecer o tráfico privilegiado, reduzir a pena para 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto, e aplicar 250 dias-multa

Orders

  • Concedo a ordem de ofício para reconhecer o tráfico privilegiado e redimensionar a reprimenda para 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais o pagamento de 250 (duzentos e cinquenta) dias-multa.