HC 910171 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus por se tratar de substituição inadequada ao recurso próprio a ser dirigido ao Superior Tribunal de Justiça e por não haver ilegalidade manifesta a justificar o writ quanto à alegada nulidade das provas por violação de domicílio.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: Kennedy Eduardo Mestrinho Pereira; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Habeas Corpus Substitutivo, Tráfico De Drogas, Art. 33 Da Lei N. 11.343/2006, Nulidade De Provas Por Violação De Domicílio, Redução De Pena (art. 33, § 4º, Lei N. 11.343/2006)
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Parties
Kennedy Eduardo Mestrinho Pereira
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Cabimento do habeas corpus como substitutivo de recurso especial
- 2 Exigência de ilegalidade manifesta para habeas corpus substitutivo
- 3 Alegação de nulidade das provas por violação de domicílio
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus por se tratar de substituição inadequada ao recurso próprio a ser dirigido ao Superior Tribunal de Justiça e por não haver ilegalidade manifesta a justificar o writ quanto à alegada nulidade das provas por violação de domicílio.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de Kennedy Eduardo Mestrinho Pereira, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas nos autos do recurso de Apelação Criminal n. 0660640-31.2020.8.04.0001. Consta do processo que o paciente foi condenado, em primeiro grau de jurisdição, à pena de 3 anos de reclusão, em regime aberto, e ao pagamento de 300 dias-multa, pela prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, sendo ao paciente concedido poder recorrer em liberdade (fls. 50/58). A Corte de origem deu parcial provimento ao recurso do paciente, para aplicar a fração de redução, art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para o máximo de 2/3, e redimensionar a pena final do paciente para 2 anos de reclusão, em regime aberto, e o pagamento de 200 dias-multa (fls. 11/29). Neste writ, aponta a impetrante a existência de nulidade das provas decorrente de violação de domicílio (fls. 3/10). Foram prestadas informações (fls. 120/129). O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do writ e, caso conhecido, pela denegação da ordem (fls. 134/141). É o relatório. Inicialmente, destaco que o presente writ é incabível por consubstanciar inadequada substituição ao recurso próprio a ser dirigido ao Superior Tribunal de Justiça (AgRg no HC n. 753.464/SC, Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 29/9/2022). A ilegalidade passível de justificar a impetração de habeas corpus substitutivo deve ser manifesta, de constatação evidente, o que, na espécie, não ocorre. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. EMENTA HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. RÉU SOLTO. TRÁFICO DE DROGAS. DUAS BALANÇAS DE PRECISÃO, 575 INVÓLUCROS DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE, DOIS CELULARES E R$ 177,00 (CENTO E SETENTA E SETE REAIS). ILEGALIDADE FLAGRANTE INEXISTENTE. Habeas corpus não conhecido.