HC 1002732 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de remédio utilizado como sucedâneo de recurso/ revisão cuja competência compete às instâncias ordinárias e ao STJ em sede própria, especialmente diante do trânsito em julgado do acórdão impugnado; não foi identificada flagrante ilegalidade a justificar atuação de ofício; a ausência de oitiva formal da vítima não gerou nulidade porque a vítima indicou os autores informalmente antes de falecer, e o acórdão estadual registrou existência de substrato probatório suficiente (depoimentos à autoridade, provas periciais e conversas de celular) que impede o revolvimento fático-probatório na via do habeas corpus.
- Parties
- Paciente: BRENO PEREIRA DA SILVA SANTOS; Ministerio Publico: Ministério Público Federal; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Vítima: Caio Henrique Santos de Souza Lopes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento (hc Não Conhecido)
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Testemunho De Ouvir Dizer (hearsay), Art. 6º, IV, CPP (oitiva Do Ofendido), Art. 121 CP (homicídio), Art. 593, III, Alínea D, CPP (competência Recursal Do Tribunal Do Júri), Trânsito Em Julgado, Reexame Fático Probatório (súmula 7/stj)
Case Brief
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Parties
BRENO PEREIRA DA SILVA SANTOS
Paciente
Ministério Público Federal
Ministerio Publico
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal De Origem
Caio Henrique Santos de Souza Lopes
Vítima
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento (hc Não Conhecido)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 Se a condenação foi fundada em testemunhos de ouvir dizer (hearsay)
- 3 Nulidade por ausência de oitiva formal da vítima nos termos do art. 6º, IV, do CPP
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de remédio utilizado como sucedâneo de recurso/ revisão cuja competência compete às instâncias ordinárias e ao STJ em sede própria, especialmente diante do trânsito em julgado do acórdão impugnado; não foi identificada flagrante ilegalidade a justificar atuação de ofício; a ausência de oitiva formal da vítima não gerou nulidade porque a vítima indicou os autores informalmente antes de falecer, e o acórdão estadual registrou existência de substrato probatório suficiente (depoimentos à autoridade, provas periciais e conversas de celular) que impede o revolvimento fático-probatório na via do habeas corpus.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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