HC 1004750 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por configurar substitutivo de recurso e por não demonstrar flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado; a alegada nulidade da abordagem não foi apreciada pelo Tribunal de origem, o que impede seu exame para evitar supressão de instância (Súmula 691/STF); além disso, a...
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- Parties
- Paciente: WILSON VINICIUS GONCALVES MACIEL; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus.
- Legal Topics
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Nulidade Da Abordagem E Prisão Por Ausência De Fundada Suspeita, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Reincidência, Súmula 691 STF, Constrangimento Ilegal
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Parties
WILSON VINICIUS GONCALVES MACIEL
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 nulidade da abordagem/prisão por ausência de fundada suspeita
- 2 cabimento de habeas corpus como substitutivo de recurso
- 3 fixação de regime inicial fechado com fundamento na hediondez do delito
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por configurar substitutivo de recurso e por não demonstrar flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado; a alegada nulidade da abordagem não foi apreciada pelo Tribunal de origem, o que impede seu exame para evitar supressão de instância (Súmula 691/STF); além disso, a reincidência do paciente autoriza a fixação de regime inicial mais rigoroso nos termos do art.33,§2º,b do Código Penal, não restando constrangimento ilegal.
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de WILSON VINICIUS GONCALVES MACIEL, no qual aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado a uma pena de 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, como incuso nos art. 180 e 333, na forma do art. 69, todos do Código Penal. Na impetração é alegado que há nulidade no ato da prisão do paciente, tendo em vista que a abordagem dos guardas municipais foi baseada apenas no nervosismo do paciente com a presença dos guarda. Ainda, afirma que o regime inicial de cumprimento de pena não poderia ser o fechado, com base apenas na hediondez do delito. Ao fim, requer a concessão da ordem liminarmente e no mérito para que o paciente seja colocado em liberdade até o julgamento da apelação ou a fixação do regime de cumprimento de pena no semiaberto. O Ministério Público Federal se manifestou no sentido de que o habeas corpus não seja conhecido e, caso conhecido, que seja denegada a ordem (fls. 42-49). É o relatório. DECIDO. Da análise detida da petição inicial do habeas corpus, constata-se que a presente impetração se insurge contra acórdão, funcionando como substitutivo do recurso próprio, motivo pelo qual, por si só, não deve ser conhecida (AgRg no HC 936880/SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2024). Com efeito, a 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, no âmbito do HC 535.063-SP, de Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, julgado em 10/06/2020, e o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AgRg no HC 180.365, de Relatoria da Ministra Rosa Weber, julgado em 27/03/2020, consolidaram a orientação de que não cabe habeas corpus substitutivo ao recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. Adiante, examinado os fundamentos do acórdão do Tribunal de origem, constata-se que a tese do impetrante concernente à alegada nulidade da abordagem sem fundada suspeita não foi analisada por aquela Corte, o que impossibilita o exame da matéria neste momento, sob pena de supressão de instância, consoante ideia da Súmula nº 691, do Supremo Tribunal Federal. Ademais, está demonstrado nos autos que o paciente é reincidente, sendo perfeitamente possível a fixação de regime de pena mais rigoroso, conforme art. 33, §2º, alínea "b", do Código Penal. Assim, não remanesce, portanto, qualquer constrangimento ilegal decorrente do ato judicial impugnado. Ante o exposto, não conheço do presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA