HC 907339 - DECISAO
A impetração foi protocolada após o trânsito em julgado, caracterizando-se como substitutiva de pedido revisional, situação em que o habeas corpus é incabível, e não se identificou ilegalidade flagrante que justificasse a concessão do remédio constitucional de ofício; assim, a ordem foi denegada.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: Wellington Cosme Marques de Souza; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- Ordem denegada
- Legal Topics
- Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal, Tráfico De Drogas, Nulidade De Provas, Buscas Pessoais E Veiculares, Trânsito Em Julgado
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Parties
Wellington Cosme Marques de Souza
Paciente
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus após trânsito em julgado
- 2 uso do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal
- 3 nulidade de provas por buscas pessoal e veicular
Ratio Decidendi
A impetração foi protocolada após o trânsito em julgado, caracterizando-se como substitutiva de pedido revisional, situação em que o habeas corpus é incabível, e não se identificou ilegalidade flagrante que justificasse a concessão do remédio constitucional de ofício; assim, a ordem foi denegada.
Court Disposition
Ordem denegada
Orders
- Denego a ordem de habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Wellington Cosme Marques de Souza , apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nos autos d a Apelação Criminal n. 0342375-42.2017.8.19.0001. Consta do processo que o paciente foi condenado como incurso nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei n. 11.343/2006, à pena final de 11 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 1.411 dias-multa (fls. 16/25). A Corte Local negou provimento ao recurso (fls. 33/43). No presente writ, a defesa requer a absolvição do paciente, e aponta a nulidade das provas por ilegalidade nas buscas pessoal e veicular (fls. 3/8). Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados. Interposto recurso especial, não foi admitido. Interposto Agravo em Recurso Especial, não foi conhecido. Interposto agravo regimental, a este foi negado provimento, com trânsito em julgado datado de 17/4/2024 (fls. 78). Decisão indeferindo o pedido liminar (fls. 71/72). Prestadas informações (fls. 77/80). O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do writ (fls. 84/93). É o relatório. Conforme se verifica dos autos, a condenação transitou em julgado em 17/4/2024, e o presente writ foi impetrado posteriormente, em 18/4/2024, de maneira que a presente impetração é substitutiva de pedido revisional e, portanto, incabível. Com efeito, nos termos do art. 105, I, e, da Constituição da República, compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir, originariamente, as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados. Sobre a questão, cito os seguintes precedentes: AgRg no HC n. 853.777/SP, Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 29/2/2024; e AgRg no HC n. 847.051/SP, Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 5/10/2023. Além disso, inexiste ilegalidade flagrante que justifique a concessão de habeas corpus de ofício e a consequente superação do óbice constatado. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. Publique-se. EMENTA HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. 174,6 G DE MACONHA. PLEITO DE NULIDADE POR ILÍCITAS BUSCAS PESSOAL E VEICULAR. ORDEM DE PARADA DE VEÍCULO POR SER SUSPEITO DE ROUBO, DE ACORDO COM INFORMAÇÕES DO NÚCLEO DE INTELIGÊNCIA. ACUSADOS QUE SE IDENTIFICARAM COMO SENDO POLICIAIS, SENDO "DA CASA". ABORDAGEM POLICIAL FEITA COM BASE EM ELEMENTOS CONCRETOS. GRANDE QUANTIDADE DE DROGAS. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE. Ordem denegada.