HC 988103 - ACORDAO

HC 988103 - ACORDAO

O agravo regimental foi negado porque o habeas corpus não pode substituir recursos próprios salvo flagrante ilegalidade, as teses relativas à despronúncia e à suposta condenação por 'ouvir dizer' não foram debatidas pormenorizadamente pelo tribunal de origem nem objeto de embargos de declaração (há preclusão/supressão de instância), a soberania do veredicto do júri não foi demonstradamente violada, e a dosimetria das penas (valoração de culpabilidade, conduta social e consideração de maus antecedentes) apresentou fundamentação idônea, não se configurando bis in idem e sendo justificável a majoração na fração aplicada (1/6 por agravante).

Parties
Agravante: PATRIK CORDEIRO VIAL; Agravante: CLEBERSON SANTOS CORDEIRO; Corréu: RENATO ANTONIO ALVES DE REZENDE FILHO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
09 May 2025
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus Substitutivo De Recurso / Julgamento (quinta Turma) Agravo Regimental Não Provido, Decisão De 30/04/2025 a 06/05/2025
Legal Topics
Homicídio Qualificado, Tribunal Do Júri, Dosimetria Da Pena, Bis in Idem, Preclusão, Testemunhos Indiretos

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Parties

PATRIK CORDEIRO VIAL

Agravante

CLEBERSON SANTOS CORDEIRO

Agravante

RENATO ANTONIO ALVES DE REZENDE FILHO

Corréu

Procedural Posture

Agravo Regimental No Habeas Corpus Substitutivo De Recurso / Julgamento (quinta Turma) Agravo Regimental Não Provido, Decisão De 30/04/2025 a 06/05/2025

  1. 1 cabimento do habeas corpus como sucedâneo recursal
  2. 2 pedido de despronúncia por suposta condenação baseada em depoimentos de ouvir dizer
  3. 3 preclusão temporal e supressão de instância quanto à pronúncia

Ratio Decidendi

O agravo regimental foi negado porque o habeas corpus não pode substituir recursos próprios salvo flagrante ilegalidade, as teses relativas à despronúncia e à suposta condenação por 'ouvir dizer' não foram debatidas pormenorizadamente pelo tribunal de origem nem objeto de embargos de declaração (há preclusão/supressão de instância), a soberania do veredicto do júri não foi demonstradamente violada, e a dosimetria das penas (valoração de culpabilidade, conduta social e consideração de maus antecedentes) apresentou fundamentação idônea, não se configurando bis in idem e sendo justificável a majoração na fração aplicada (1/6 por agravante).