RHC 213222 - DECISAO

RHC 213222 - DECISAO

A manutenção da prisão preventiva foi justificada porque as instâncias ordinárias demonstraram, com base em elementos concretos (modus operandi, motivo torpe, indícios testemunhais de autoria e risco social), o fumus commissi delicti e o periculum libertatis exigidos pelo art. 312 do CPP; as medidas cautelares diversas da prisão seriam inadequadas para preservar a ordem pública; não ficou comprovada a impossibilidade de tratamento médico no sistema prisional nem a imprescindibilidade do paciente para os cuidados dos filhos; e não houve excesso de prazo apto a caracterizar constrangimento ilegal, razão pela qual a ordem foi denegada.

Parties
Recorrente: VICTOR MATHEUS SILVA SIQUEIRA; Acusado: José Cícero Salustriano dos Santos; Vítima: José Dilson Ricardo da Silva; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
30 May 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Conhecido Em Parte E Negado Provimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Conheço, em parte, do recurso em habeas corpus e, na parte conhecida, nego-lhe provimento (ordem denegada).
Legal Topics
Homicídio Qualificado, Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Medidas Cautelares, Excesso De Prazo, Assistência Médica No Sistema Prisional

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Parties

VICTOR MATHEUS SILVA SIQUEIRA

Recorrente

José Cícero Salustriano dos Santos

Acusado

José Dilson Ricardo da Silva

Vítima

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial

Procedural Posture

Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Conhecido Em Parte E Negado Provimento Pelo Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 legalidade e fundamentação da prisão preventiva (art.312 CPP)
  2. 2 possibilidade de substituição por prisão domiciliar (arts.318 e 319 CPP)
  3. 3 adequação do tratamento médico no sistema prisional (art.14, §2º LEP)

Ratio Decidendi

A manutenção da prisão preventiva foi justificada porque as instâncias ordinárias demonstraram, com base em elementos concretos (modus operandi, motivo torpe, indícios testemunhais de autoria e risco social), o fumus commissi delicti e o periculum libertatis exigidos pelo art. 312 do CPP; as medidas cautelares diversas da prisão seriam inadequadas para preservar a ordem pública; não ficou comprovada a impossibilidade de tratamento médico no sistema prisional nem a imprescindibilidade do paciente para os cuidados dos filhos; e não houve excesso de prazo apto a caracterizar constrangimento ilegal, razão pela qual a ordem foi denegada.

Court Disposition

Conheço, em parte, do recurso em habeas corpus e, na parte conhecida, nego-lhe provimento (ordem denegada).

Orders

  • Conheço, em parte, do recurso em habeas corpus e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
  • Publique-se.