REsp 2170032 - DECISAO
Reconheceu-se a reincidência do recorrido Alan porque o trânsito em julgado da condenação anterior ocorreu em 13/10/2003 e o crime do presente feito em 16/6/2005, dentro do período legal para reincidência; afastou-se a valoração de determinadas circunstâncias do crime quanto a Alexandre com fundamento na jurisprudência que permite que qualificadoras sobejantes sejam consideradas como agravantes ou como circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria; por esses motivos readequou-se a dosimetria, majorando a pena de Alan por reincidência e negativando circunstâncias desfavoráveis em relação a Alexandre.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido: ALAN JONATHAN BRANDAO GOMES; Recorrido: ALEXANDRE MURILO DE ABREU
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 December 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Conheço do recurso especial e, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ, dou-lhe parcial provimento para reconhecer a reincidência quanto ao recorrido Alan e negativar as circunstâncias do crime quanto ao recorrido Alexandre, readequando a pena.
- Legal Topics
- Homicídio Qualificado, Dosimetria Da Pena, Reincidência, Maus Antecedentes, Qualificadora Sobejante
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
ALAN JONATHAN BRANDAO GOMES
Recorrido
ALEXANDRE MURILO DE ABREU
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Reconhecimento da agravante da reincidência
- 2 Valoração negativa de maus antecedentes
- 3 Utilização de qualificadora sobejante como agravante ou como circunstância judicial na primeira fase da dosimetria
Ratio Decidendi
Reconheceu-se a reincidência do recorrido Alan porque o trânsito em julgado da condenação anterior ocorreu em 13/10/2003 e o crime do presente feito em 16/6/2005, dentro do período legal para reincidência; afastou-se a valoração de determinadas circunstâncias do crime quanto a Alexandre com fundamento na jurisprudência que permite que qualificadoras sobejantes sejam consideradas como agravantes ou como circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria; por esses motivos readequou-se a dosimetria, majorando a pena de Alan por reincidência e negativando circunstâncias desfavoráveis em relação a Alexandre.
Court Disposition
Conheço do recurso especial e, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ, dou-lhe parcial provimento para reconhecer a reincidência quanto ao recorrido Alan e negativar as circunstâncias do crime quanto ao recorrido Alexandre, readequando a pena.
Orders
- Alan JONATHAN BRANDAO GOMES: pena fixada em 12 anos de reclusão como pena-base, majorada em 1/6 pela agravante da reincidência, totalizando 14 anos de reclusão; regime inicial fechado mantido.
- Alexandre MURILO DE ABREU: pena-base fixada em 14 anos de reclusão; regime inicial fechado mantido.
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