REsp 2225192 - DECISAO
Não houve violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, pois a decisão embargada apresentou fundamentação adequada e suficiente; ademais, o encargo de 20% previsto no Decreto-Lei n. 1.025/1969 aplica-se nas execuções fiscais e, em embargos, substitui a condenação em honorários, estando o limite de honorários...
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- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrida: parte recorrida
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Honorários Advocatícios De Sucumbência, Decreto Lei 1.025/1969, Fundamentação Das Decisões Judiciais, Embargos De Declaração
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
parte recorrida
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Necessidade de majoração dos honorários de sucumbência quando a apelação não é provida
- 2 Alegada violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 em razão de ausência de manifestação específica nos embargos de declaração
Ratio Decidendi
Não houve violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, pois a decisão embargada apresentou fundamentação adequada e suficiente; ademais, o encargo de 20% previsto no Decreto-Lei n. 1.025/1969 aplica-se nas execuções fiscais e, em embargos, substitui a condenação em honorários, estando o limite de honorários compatível com o art. 85, §§ 2º e 11, do CPC/2015, razão pela qual não se admite a majoração pretendida pela Fazenda Nacional.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no qual discute a necessidade de o órgão julgador majorar os honorários advocatícios de sucumbência, na hipótese em que o recurso de apelação não for provido. Com contrarrazões da parte recorrida, o recurso foi admitido. É o relatório. Decido. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. O recurso se origina de embargos à execução fiscal, o qual foi julgado improcedente pelo magistrado de primeiro grau, "sem honorários, considerando o art. 1º do DL n. 1.025/1969" (fl. 228). Interposta apelação pela parte autora, foi-lhe negado provimento. E, não obstante o encargo do Decreto-Lei n. 1.025/1969 ser de em 20%, a Fazenda Nacional opôs embargos de declaração, pedindo a majoração dos honorários, o que resultou na rejeição do recurso integrativo, sem manifestação específica do órgão julgador a quo. Pois bem. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar Questão de Ordem no AI 791.292/PE, definiu tese segundo a qual "o art. 93, inc. IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou a decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas". Não obstante, os órgãos judiciais estão obrigados a enfrentar, de forma adequada, coerente e suficiente, as questões relevantes suscitadas para a solução das controvérsias que lhes são submetidas a julgamento, assim considerados os argumentos capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. Nessa linha, não há violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quando o órgão julgador, de forma clara e coerente, externa fundamentação adequada e suficiente à conclusão do acórdão embargado. No caso dos autos, não se verifica violação dos referidos dispositivos, na medida em que é, nitidamente, desnecessária a integração pedida nos aclaratórios. De fato, consoante enunciado da Súmula 168 do extinto Tribunal Federal de Recursos, "o encargo de 20% do Decreto-Lei 1.025/1969 é sempre devido nas execuções fiscais da União e substitui, nos embargos, a condenação do devedor em honorários advocatícios", ao tempo em que o art. 85, §§ 2º e 11, do Código de Processo Civil - CPC/2015 estabelece em 20% do valor da causa o limite máximo dos honorários advocatícios de sucumbência. Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO.