REsp 2126273 - DECISAO
Determinar a devolução dos autos ao tribunal de origem com baixa para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do RE 1.412.069/PR (Tema 1.255) pelo STF; após a publicação do julgamento, o tribunal de origem deverá negar seguimento ao recurso especial se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STF ou...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 March 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Autos Devolvidos Ao Tribunal De Origem E Sobrestados Aguardando Julgamento Do RE 1.412.069/pr (tema 1.255) Pelo Supremo Tribunal Federal; Após Publicação, Aplicação Do Art. 1.040 Do Cpc/2015 Para Negar Seguimento Ou Proceder Ao Juízo De Retratação
- Outcome
- Devolução dos autos ao tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do RE 1.412.069/PR (Tema 1.255) pelo Supremo Tribunal Federal; após publicação, aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 para negar seguimento ou proceder ao juízo de retratação.
- Legal Topics
- Honorários De Sucumbência, Apreciação Equitativa, Repercussão Geral, Recursos Repetitivos, Art. 85 Do Cpc/2015
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Procedural Posture
Recurso Especial / Autos Devolvidos Ao Tribunal De Origem E Sobrestados Aguardando Julgamento Do RE 1.412.069/pr (tema 1.255) Pelo Supremo Tribunal Federal; Após Publicação, Aplicação Do Art. 1.040 Do Cpc/2015 Para Negar Seguimento Ou Proceder Ao Juízo De Retratação
Legal Issues
- 1 Possibilidade de fixação dos honorários de sucumbência por apreciação equitativa (art. 85, §8º, CPC/2015) quando os valores da condenação, da causa ou o proveito econômico da demanda forem elevados
- 2 Necessidade de sobrestamento de recursos especiais à espera do julgamento do paradigma afetado à repercussão geral (RE 1.412.069/PR, Tema 1.255) e aplicação do juízo de conformação previsto nos arts. 1.039 e 1.040 do CPC/2015
Ratio Decidendi
Determinar a devolução dos autos ao tribunal de origem com baixa para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do RE 1.412.069/PR (Tema 1.255) pelo STF; após a publicação do julgamento, o tribunal de origem deverá negar seguimento ao recurso especial se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STF ou proceder ao juízo de retratação se divergir, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, evitando o desmembramento do apelo especial e ofensa ao princípio da unirrecorribilidade.
Court Disposition
Devolução dos autos ao tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do RE 1.412.069/PR (Tema 1.255) pelo Supremo Tribunal Federal; após publicação, aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 para negar seguimento ou proceder ao juízo de retratação.
Orders
- Determino a devolução dos autos ao tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do RE 1.412.069/PR (Tema 1.255) pelo Supremo Tribunal Federal.
- Após a publicação do julgamento do RE 1.412.069/PR, o tribunal de origem deverá: a) negar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pela Suprema Corte; ou b) proceder ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema, conforme art. 1.040...
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO A Corte Especial, quando do julgamento dos Recursos Especiais 1.850.512/SP, 1.877.883/SP, 1.906.623/SP e 1.906.618/SP, submetidos à sistemática dos recursos repetitivos, decidiu acerca da impossibilidade de fixação de honorários de sucumbência por apreciação equitativa, ainda que o valor da causa, da condenação ou o proveito econômico sejam elevados (Tema 1.076), estabelecendo as seguintes teses: a) A fixação dos honorários por apreciação equitativa não é permitida quando os valores da condenação, da causa ou o proveito econômico da demanda forem elevados. É obrigatória nesses casos a observância dos percentuais previstos nos §§ 2º ou 3º do art. 85 do CPC - a depender da presença da Fazenda Pública na lide -, os quais serão subsequentemente calculados sobre o valor: (i) da condenação; ou (ii) do proveito econômico obtido; ou (iii) do valor atualizado da causa. b) Apenas se admite arbitramento de honorários por equidade quando, havendo ou não condenação: (i) o proveito econômico obtido pelo vencedor for inestimável ou irrisório; ou (ii) o valor da causa for muito baixo. É certo que, nas ações relacionadas ao direito constitucional à vida e/ou à saúde, como na hipótese dos autos, o Superior Tribunal de Justiça vinha admitido o arbitramento dos honorários de sucumbência por apreciação equitativa, na forma do art. 85, § 8º, do CPC/2015, por considerar que o proveito econômico obtido é inestimável. Ocorre que a Corte Especial do STJ, em hipótese análoga, de demanda voltada ao custeio de medicamentos para tratamento de saúde, entendeu que a fixação da verba honorária com base no art. 85, §8º, do CPC/2015 estaria restrita às "causas em que não se vislumbra benefício patrimonial imediato, como, por exemplo, as de estado e de direito de família" (AgInt nos EDcl nos EREsp 1.866.671/RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 27.9.2022). Não obstante, em sessão de julgamento realizada em 09/08/2023, o STF decidiu afetar à sistemática da repercussão geral o RE 1.412.069/PR, em que discutida a "possibilidade da fixação dos honorários por apreciação equitativa (art. 85,§ 8º, do Código de Processo Civil) quando os valores da condenação, da causa ou do proveito econômico da demanda forem exorbitantes" - Tema 1.255. Nesse caso, encontrando-se o tema afetado à sistemática da repercussão geral, esta Corte orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo sobrestados no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelos arts. 1.039 e 1.040 do CPC/2015. Confiram-se as seguintes decisões monocráticas no mesmo viés: AgInt nos EDcl no Ag 1.432.709/ES, rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Primeira Turma, DJe 18/12/2018; REsp 1.770.141/RJ, rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, Primeira Turma, DJe 18/10/2018. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado a esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, DETERMINO A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS ao tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do RE 1.412.069/PR (Tema 1.255) pelo Supremo Tribunal Federal e, após sua publicação, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pela Suprema Corte; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema posto em repercussão geral. Publique-se. Intimem-se. EMENTA