AREsp 2643828 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial porque o dispositivo indicado como violado (art.85, §2º, do CPC/2015) não contém comando normativo capaz de sustentar a tese de que o proveito econômico, no caso, seria plenamente mensurável pela redução do crédito tributário em razão do programa Facilita...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão: Conhecido Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial; majorados honorários sucumbenciais em 10% quando anteriormente fixados.
- Legal Topics
- Honorários De Sucumbência, Admissibilidade De Recurso Especial, Proveito Econômico, Tema 1076/stj, Súmula 7/stj
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão: Conhecido Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial quanto à alegada violação do art.85, §2º, do CPC/2015
- 2 Mensuração do proveito econômico para fixação dos honorários de sucumbência
- 3 Incidência do Tema Repetitivo 1076/STJ e da Súmula 7/STJ
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial porque o dispositivo indicado como violado (art.85, §2º, do CPC/2015) não contém comando normativo capaz de sustentar a tese de que o proveito econômico, no caso, seria plenamente mensurável pela redução do crédito tributário em razão do programa Facilita 2021, não sendo suficiente para infirmar os fundamentos do acórdão recorrido.
Court Disposition
Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial; majorados honorários sucumbenciais em 10% quando anteriormente fixados.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Majoram-se os honorários sucumbenciais em 10% quando anteriormente fixados, observando-se os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do art.85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§3º do art.98 do CPC/2015).
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto contra decisão da Corte de origem, às fls. 3.281-3.283, que não admitiu parte do recurso especial em razão da incidência da Súmula 7 do STJ e negou seguimento a outra, em razão do Tema 1076 do STJ. O apelo nobre obstado enfrenta acórdão, assim ementado (fl. 3.183): APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. RENÚNCIA DO DIREITO AUTORAL. DESISTÊNCIA DA AÇÃO. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO E/OU PROVEITOECONÔMICO. BASE DE CÁLCULO DOS HONORÁRIOS DESUCUMBÊNCIA. VALOR DA CAUSA ATUALIZADO. 1. O Código de Processo Civil, em seu art. 85, caput, §§ 2º e 8º,estabelece que o vencido pagará honorários ao advogado dovencedor, fixados entre 10 (dez) a 20% (vinte por cento) do valorda condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, e,quando inestimável ou irrisório o proveito econômico, ou, ainda, muito baixo o valor da causa, os honorários serão arbitrados deforma equitativa. 2. Apenas se admite arbitramento de honorários por equidade quando, havendo ou não condenação: (a) oproveito econômico obtido pelo vencedor for inestimável ouirrisório; ou (b) o valor da causa for muito baixo. Tema Repetitivo n. 1076/STJ. 3. Na hipótese, embora a parte autora/apelantetenha pago, na seara administrativa, valor inferior ao informadona exordial, o feito foi extinto em virtude do pedido de desistênciae renúncia do direito autoral, isto é, não existiu condenação e/ouproveito econômico na demanda, razão pela qual faz-seimperiosa a fixação de honorários de sucumbência sobre o valorda causa atualizado. APELO CONHECIDO E DESPROVIDO. No recurso especial o recorrente alega violação do artigo 85, §2º, do CPC/15, bem como de ter adotado entendimento diverso do Tema 1076 do STJ, argumentando, à fl. 3.252, que o proveito econômico obtido pela Recorrente no presente caso é plenamente mensurável, já que se traduz na redução do crédito tributário originalmente cobrado daquele efetivamente pago pelo programa Facilita 2021. Contrarrazões às fls. 3.268-3.276. Neste agravo afirma que seu recurso especial satisfaz os requisitos de admissibilidade e que não se encontram presentes os óbices apontados na decisão agravada. É o relatório. Decido. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Tendo a parte insurgente impugnado os fundamentos da decisão agravada, passo ao exame do recurso especial. Não é possível conhecer do recurso especial que apresenta suposta violação do art. 85, §2º, do CPC/15, pois o dispositivo indicado como malferido não contém comando normativo capaz de sustentar a tese deduzida de que o proveito econômico obtido pela Recorrente no presente caso é plenamente mensurável, já que se traduz na redução do crédito tributário originalmente cobrado daquele efetivamente pago pelo programa Facilita 2021 e, com isso, infirmar a validade dos fundamentos do acórdão recorrido. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro-os em 10% (dez por cento), observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§ 3º do artigo 98 do CPC/2015). Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE COMANDO NORMATIVO NO DISPOSITIVO INDICADO. SÚMULA 284/STF. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.