AREsp 2869363 - DECISAO
Reconsiderando a decisão, o Tribunal verificou que o advogado dativo está dispensado do recolhimento do preparo recursal conforme entendimento da Corte Especial (EREsp n. 1.832.063/SP) e que, no mérito, o Tribunal de origem aplicou a jurisprudência consolidada do STJ (Tema 1.313) ao fixar honorários por apreciação...
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- Parties
- Agravante; Advogado Dativo: JULIANO CIARINI; Agravante: OUTRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Reconsideração Monocrática E Decisão Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial
- Legal Topics
- Honorários De Sucumbência, Preparo Recursal E Custas, Gratuidade De Justiça, Advocacia Dativa, Recursos Repetitivos (tema 1.313, Tema 1.076), Fixação Por Equidade
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Parties
JULIANO CIARINI
Agravante; Advogado Dativo
OUTRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Reconsideração Monocrática E Decisão Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do art. 99, § 5º do CPC/2015 ao advogado dativo quanto ao recolhimento do preparo recursal
- 2 Fixação dos honorários advocatícios em demandas de saúde: aplicação da apreciação equitativa (art. 85, § 8º) ou observância dos percentuais dos §§ 2º e 3º do art. 85
- 3 Incidência do art. 85, § 8º-A do CPC/2015 nas demandas de saúde contra o Poder Público
Ratio Decidendi
Reconsiderando a decisão, o Tribunal verificou que o advogado dativo está dispensado do recolhimento do preparo recursal conforme entendimento da Corte Especial (EREsp n. 1.832.063/SP) e que, no mérito, o Tribunal de origem aplicou a jurisprudência consolidada do STJ (Tema 1.313) ao fixar honorários por apreciação equitativa nas demandas de saúde, sem incidência do § 8º-A do art. 85; por isso, não havendo divergência jurisprudencial, aplicou-se a Súmula 83 do STJ e o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial
Orders
- Reconsidero a decisão de e-STJ fls. 1.276/1.277
- Conheço do agravo
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto por JULIANO CIARINI e OUTRO contra decisão do Presidente desta Corte de Justiça, proferida às e-STJ fls. 1.276/1.277, em que reconheceu a deserção do recurso especial. Sustentam os agravantes, em suma, que Juliano Ciarini representou a parte autora da demanda na qualidade de advogado dativo, motivo por que a exigência de preparo, disposta no art. 99, § 5º, do CPC, não lhe é aplicável. Requer, ao final, a reconsideração do decisum recorrido ou, caso assim não se entenda, seja submetido o presente agravo interno à apreciação da Turma. Decorrido o prazo legal sem oferecimento de impugnação. Passo a decidir. No exame da questão, verifico que assiste razão ao agravante, no tocante à alegada isenção de custas. Consoante o disposto no art. 99, § 5º, do CPC/2015, se o recurso versar exclusivamente sobre valor de honorários de sucumbência ou contratuais fixados em favor de advogado, cuja parte é beneficiária da justiça gratuita, será devido o pagamento das custas e das despesas processuais, salvo se o próprio advogado demonstrar que tem direito à gratuidade. Portanto, o direito à gratuidade de justiça é pessoal, exclusivo da parte hipossuficiente, não se estendendo a litisconsorte ou a sucessor do beneficiário, tampouco ao advogado da parte, salvo requerimento e deferimento expressos, ex vi do art. 99, § 6º, do CPC/2015. No caso, trata-se de recurso em que se discutem os critérios de fixação dos honorários de sucumbência devidos ao advogado que, na hipótese dos autos, atua como defensor dativo da parte autora recorrente. Sobre o tema, a Corte especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp n. 1.832.063/SP, decidiu que o advogado dativo está dispensado do recolhimento das custas processuais, aqui incluso o preparo recursal, nos termos dos artigos 91 e 1.007, § 1º, ambos do CPC/2015, não lhe sendo aplicado a regra prevista no art. 99, § 5º, do CPC. Veja-se a ementa do referido julgado: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. DIVERGÊNCIA CONFIGURADA COM JULGADO DA 2ª TURMA. COMPETÊNCIA DA CORTE ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. DEFENSOR DATIVO. FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ALEGADAMENTE IRRISÓRIA. RECURSO INTERPOSTO PELO ADVOGADO DATIVO EXCLUSIVAMENTE PARA MAJORAÇÃO DOS SEUS HONORÁRIOS. PREPARO. DESNECESSIDADE NA HIPÓTESE. INAPLICABILIDADE DO ART. 99, §5º, DO CPC, AO DEFENSOR DATIVO. INTERPRETAÇÃO LITERAL INSUFICIENTE E INADEQUADA. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE ADVOGADO PARTICULAR E DEFENSOR DATIVO JUSTIFICÁVEL. EQUIPARAÇÃO ENTRE O ADVOGADO DATIVO E O DEFENSOR PÚBLICO. POSSIBILIDADE. OUTROS MÉTODOS HERMENÊUTICOS ADMISSÍVEIS. EXISTÊNCIA DE UM MICROSSISTEMA DE TUTELA DOS VULNERÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE RECOLHIMENTO DE PREPARO AO ADVOGADO DATIVO QUE PODERIA DESESTIMULAR FORTEMENTE O EXERCÍCIO DESTA IMPORTANTE FUNÇÃO AUXILIAR À DEFESA JURÍDICA DOS HIPOSSUFICIENTES E DOS VULNERÁVEIS. NECESSIDADE DE DAR À REGRA INTERPRETAÇÃO MAIS CONSENTÂNEA COM A SUA FINALIDADE. 1- Embargos de divergência em recurso especial opostos em 01/05/2020. 2- O propósito recursal é definir se a regra segundo a qual é indispensável o preparo do recurso que verse exclusivamente sobre honorários sucumbenciais nas causas em que concedido o benefício da gratuidade judiciária à parte, salvo se o próprio advogado demonstrar que faz jus à gratuidade, aplica-se também ao defensor dativo. 3- Embora a interpretação literal das regras do art. 99, §§ 4º e 5º, CPC, pudesse induzir à conclusão de que ao advogado dativo, no que se refere ao preparo, aplicar-se-iam as mesmas regras do advogado particular, exigindo-se a comprovação de que ele próprio faz jus à gratuidade judiciária, é preciso examinar a possibilidade de adoção de outros métodos hermenêuticos que melhor se amoldem à resolução da questão controvertida. 4- Isso porque seria desarrazoado impor ao defensor dativo, que atua em locais em que não há Defensoria Pública devidamente instalada, que tenha de recolher o preparo para obter a majoração de seus honorários sucumbenciais que, normalmente, já são fixados em valores bastante módicos, na hipótese em que pretenda o reexame dessa modesta remuneração. 5- O exame sistemático do conjunto das regras que disciplinam as nobres funções desempenhadas pelos advogados dativos e pela Defensoria Pública revelam que, mais do que diferenças, eles possuem muito mais semelhanças, de modo que é possível afirmar que ambas as figuras se complementam e compõem um microssistema de tutela dos vulneráveis. 6- São exemplos de regras que compõem o microssistema de tutela dos vulneráveis, compostos pela advocacia dativa e pela Defensoria Pública: (i) a concessão de prazo em dobro para a Defensoria Pública, para os escritórios de prática jurídica das faculdades de Direito e para as entidades que prestam assistência jurídica gratuita em razão de convênios com a Defensoria Pública; (ii) a inaplicabilidade do ônus da impugnação específica dos fatos ao defensor público e ao advogado dativo; (iii) a possibilidade de intimação pessoal da parte quando o ato depender de providência ou informação que somente por ela possa ser realizada ou prestada, aplicável à Defensoria Pública e à advocacia dativa; e (iv) a dispensa de preparo, concedida ao advogado dativo e ao defensor público, no exercício de curadoria especial, independentemente de deferimento de gratuidade ao curatelado. 7- Impor ao advogado dativo que recolha o preparo ou que comprove, ele próprio, que faz jus à gratuidade em recurso que trate exclusivamente do valor de seus honorários advocatícios implicará em um inevitável desestímulo ao exercício dessa nobre função, com seríssimos efeitos colaterais aos jurisdicionados, especialmente porque a advocacia dativa, embora seja exercício regular e remunerado da advocacia, possui caráter altruístico, irmanado e suplementar à Defensoria Pública. 8- De igual modo, essa eventual imposição não atrairá novos interessados em exercer essa função nas localidades em que não há Defensoria Pública, potencialmente diminuirá o interesse nessa atividade e, por consequência, deixará uma parcela muito significativa da população à mercê de sua própria sorte e convivendo, resignadamente, com as suas próprias mazelas. 9- Embargos de divergência parcialmente conhecidos e, nessa extensão, providos, a fim de dar provimento ao recurso especial e determinar o retorno do processo ao Tribunal de Justiça de São Paulo para que, afastado o óbice de ausência de preparo, julgue a apelação como entender de direito. (EREsp n. 1.832.063/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, relatora para acórdão Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 14/12/2023, DJe de 8/5/2024.) Nessa quadra, reconsidero a decisão anteriormente proferida e passo a nova análise do recurso. Trata-se de agravo interposto por JULIANO CIARINI e OUTRO contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que não admitiu recurso especial, fundado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, o qual desafia acórdão assim ementado: APELAÇÕES. OBRIGAÇÃO DE FAZER. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO NÃO PADRONIZADO PELO SUS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. RECURSO DO ESTADO DE SANTA CATARINA E DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ. ANÁLISE CONJUNTA PELA CORRESPONDÊNCIA DE TESES. 1 ) PLEITO DE INCLUSÃO DA UNIÃO NO POLO PASSIVO. TECNOLOGIA NÃO PADRONIZADA PELO SUS, CUJO FORNECIMENTO INCUMBE À UNIÃO. TESE PRECLUSA. INCLUSÃO DA UNIÃO E REMESSA À JUSTIÇA FEDERAL JÁ OPERADAS NESTES AUTOS. PROCESSO DEVOLVIDO À ESTA JURISDIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REABERTURA DO DEBATE. INTELIGÊNCIA DAS SÚMULAS N. 150, 224 E 254 DO STJ E 2ª DIRETRIZ DO GRUPO DE CÂMARAS DE DIREITO PÚBLICO. RECURSO NÃO CONHECIDO NO PONTO. 2) REQUERIMENTO PARA MINORAÇÃO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. REDUÇÃO QUE DEVE OCORRER PELO CRITÉRIO EQUITATIVO. COM RAZÃO. DEMANDA AFETA À ÁREA DA SAÚDE. AUSÊNCIA DE COMPLEXIDADE E BEM DE VALORAÇÃO INESTIMÁVEL. REDUÇÃO PARA R$ 1.000,00 (UM MIL REAIS). PRECEDENTES. PLEITO PROVIDO NO PONTO. RECURSOS PARCIALMENTE CONHECIDOS E PROVIDOS NA EXTENSÃO, TÃO SOMENTE PARA MINORAR A VERBA HONORÁRIA No especial obstaculizado, os ora agravantes apontaram violação do art. 85, §§ 2º, 3º, 8º e 8º-A, do Código de Processo Civil, bem como dissídio jurisprudencial. Sustentaram, em suma, a impossibilidade de arbitramento dos honorários advocatícios pelo critério da equidade e, subsidiariamente, requereram a aplicação da Lei n. 14.365/1922, que acresceu ao art. 85 do CPC o § 8º-A, a fim de que seja observada a tabela da Seccional Catarinense da Ordem dos Advogados. Contrarrazões apresentadas às e-STJ fls. 1.188/1.196. Pois bem. A Corte Especial decidiu acerca da impossibilidade de fixação de honorários de sucumbência por apreciação e quitativa no julgamento dos Recursos Especiais 1.850.512/SP, 1.877.883/SP, 1.906.623/SP e 1.906.618/SP, submetidos à sistemática dos recursos repetitivos, ainda que o valor da causa, da condenação ou do proveito econômico seja elevado (Tema 1.076), estabelecendo as seguintes teses: a) A fixação dos honorários por apreciação equitativa não é permitida quando os valores da condenação, da causa ou o proveito econômico da demanda forem elevados. É obrigatória nesses casos a observância dos percentuais previstos nos §§ 2º ou 3º do art. 85 do CPC - a depender da presença da Fazenda Pública na lide -, os quais serão subsequentemente calculados sobre o valor: (i) da condenação; ou (ii) do proveito econômico obtido; ou (iii) do valor atualizado da causa. b) Apenas se admite arbitramento de honorários por equidade quando, havendo ou não condenação: (i) o proveito econômico obtido pelo vencedor for inestimável ou irrisório; ou (ii) o valor da causa for muito baixo. É certo que, nas ações relacionad as ao direito constitucional à vida e/ou à saúde, como na hipótese dos autos, o Superior Tribunal de Justiça vinha admitindo o arbitramento dos honorários de sucumbência por apreciação equitativa, na forma do art. 85, § 8º, do CPC/2015, por considerar que o proveito econômico obtido é inestimável. Ocorre que a Corte Especial do STJ, em hipótese análoga, de demanda voltada ao custeio de medicamentos para tratamento de saúde, entendeu que a fixação da verba honorária com base no art. 85, §8º, do CPC/2015 estaria restrita às "causas em que não se vislumbra benefício patrimonial imediato, como, por exemplo, as de estado e de direito de família" (AgInt nos EDcl nos EREsp 1.866.671/RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 27/9/ 2022). Não obstante, em 11/02/2025, a Primeira Seção desta Corte de Justiça decidiu submeter os REsps n. 2.169.102/AL e 2.166.690/RN ao rito de recursos repetitivos (Tema 1.313), para dirimir a seguinte controvérsia: "Saber se, nas demandas em que se pleiteia do Poder Público o fornecimento de prestações em saúde, os honorários advocatícios devem ser fixados com base no valor da prestação ou do valor atualizado da causa (art. 85, §§ 2º, 3º e 4º, III, CPC), ou arbitrados por apreciação equitativa (art. 85, parágrafo 8º, do CPC)." Em 11/06/20025, a Primeira Seção julgou o Tema 1.313, fixando a a seguinte tese: "Nas demandas em que se pleiteia do Poder Público a satisfação do direito à saúde, os honorários advocatícios são fixados por apreciação equitativa, sem aplicação do art. 85, § 8º-A, do CPC." Eis o acórdão do referido julgado: Administrativo e processo civil. Tema 1.313. Recurso especial representativo de controvérsia. Honorários sucumbenciais. Sistema Único de Saúde - SUS e Assistência à saúde de servidores. Prestações em saúde - obrigações de fazer e de dar coisa. Arbitramento com base no valor da prestação, do valor atualizado da causa ou por equidade. I. Caso em exame 1. Tema 1.313: recursos especiais (REsp ns. 2.166.690 e 2.169.102) afetados ao rito dos recursos repetitivos, para dirimir controvérsia relativa ao arbitramento de honorários advocatícios de sucumbência em decisões que ordenam o fornecimento de prestações de saúde no âmbito do SUS. II. Questão em discussão 2. Saber se, nas demandas em que se pleiteia do Poder Público o fornecimento de prestações em saúde, os honorários advocatícios devem ser fixados com base no valor da prestação ou do valor atualizado da causa (art. 85, §§ 2º, 3º e 4º, III, CPC), ou arbitrados por apreciação equitativa (art. 85, parágrafo 8º, do CPC). III. Razões de decidir 3. Não é cabível o arbitramento com base no valor do procedimento, medicamento ou tecnologia. A prestação em saúde não se transfere ao patrimônio do autor, de modo que o objeto da prestação não pode ser considerado valor da condenação ou proveito econômico obtido. Dispõe a Constituição Federal que a "saúde é direito de todos e dever do Estado" (art. 196). A ordem judicial concretiza esse dever estatal, individualizando a norma constitucional. A terapêutica é personalíssima - não pode ser alienada, a título singular ou mortis causa. 4. O § 8º do art. 85 do CPC dispõe que, nas causas de valor inestimável, os honorários serão fixados por apreciação equitativa. É o caso das prestações em saúde. A equidade é um critério subsidiário de arbitramento de honorários. Toda a causa tem valor - é obrigatório atribuir valor certo à causa (art. 291 do CPC) -, o qual poderia servir como base ao arbitramento. Os méritos da equidade residem em corrigir o arbitramento muito baixo ou excessivo e em permitir uma padronização, especialmente nas demandas repetitivas. 5. O § 6º-A do art. 85 do CPC impede o uso da equidade, "salvo nas hipóteses expressamente previstas no § 8º deste artigo". Como estamos diante de caso de aplicação do § 8º, essa vedação não se aplica. 6. O § 8º-A, por sua vez, estabelece patamares mínimos para a fixação de honorários advocatícios por equidade. A interpretação do dispositivo em questão permite concluir que ele não incide nas demandas de saúde contra o Poder Público. O arbitramento de honorários sobre o valor prejudicaria o acesso à jurisdição e a oneraria o Estado em área na qual os recursos já são insuficientes. IV. Dispositivo e tese 7. Tese: Nas demandas em que se pleiteia do Poder Público a satisfação do direito à saúde, os honorários advocatícios são fixados por apreciação equitativa, sem aplicação do art. 85, § 8º-A, do CPC. 8. Caso concreto: negado provimento ao recurso especial. (REsp n. 2.169.102/AL, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Primeira Seção, julgado em 11/6/2025, DJEN de 16/6/2025) Na hipótese, o Tribunal de origem entendeu que, nas demandas relativas à prestações de saúde no âmbito do SUS, os honorários advocatícios devem ser arbitrados por apreciação equitativa. Assim, forçoso convir que o acórdão recorrido encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, circunstância que atrai a aplicação da Súmula 83 do STJ ("Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida"), que é cabível quando o recurso especial é interposto com base nas alíneas "a" e/ou "c" do permissivo constitucional. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 1.276/1.277, tornando-a sem efeito, e, com base no art. 253, parágrafo único, II, "a", do RISTJ, CONHEÇO do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA