REsp 2109463 - DECISAO
O recurso foi negado provimento porque o Tribunal de origem já decidiu no sentido pretendido pela recorrente: a compensação de honorários é vedada nos termos do art. 85, §14 do CPC; havendo sucumbência recíproca, cada parte deve pagar a sua quota de honorários ao patrono da parte adversa; e a exigibilidade desses...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 March 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial
- Outcome
- Negado provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Honorários Sucumbenciais, Sucumbência Recíproca, Indenização Por Danos Morais, Assistência Judiciária Gratuita, Compensação De Honorários, Prequestionamento
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Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Responsabilidade pelo pagamento de honorários sucumbenciais em caso de sucumbência recíproca
- 2 Vedação da compensação de honorários nos termos do art. 85, §14 do CPC
- 3 Suspensão da exigibilidade dos honorários em favor do beneficiário da assistência judiciária (art. 98, §3º CPC)
Ratio Decidendi
O recurso foi negado provimento porque o Tribunal de origem já decidiu no sentido pretendido pela recorrente: a compensação de honorários é vedada nos termos do art. 85, §14 do CPC; havendo sucumbência recíproca, cada parte deve pagar a sua quota de honorários ao patrono da parte adversa; e a exigibilidade desses honorários fica suspensa em relação à autora beneficiária da assistência judiciária nos termos do art. 98, §3º do CPC, razão pela qual não há interesse em provimento do recurso.
Court Disposition
Negado provimento ao recurso especial.
Orders
- Embargos de declaração rejeitados.
- Cada parte arcará com sua parte dos honorários sucumbenciais; exigibilidade suspensa em relação à autora beneficiária da assistência judiciária (art. 98, § 3º do CPC).
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto em face de acórdão assim ementado: "APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO DPVAT - DANOS MORAIS POR NEGATIVA DO PEDIDO ADMINISTRATIVO - INEXISTÊNCIA - SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA MANTIDA - COMPENSAÇÃO VEDADA - ART. 85, §14, DO CPC - PREQUESTIONAMENTO AFASTADO - RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. A simples recusa da seguradora em receber o pedido administrativo, não enseja a caracterização do abalo moral pretendido, pois não restou seguramente comprovado a existência de circunstância especial capaz de atingir os direitos de personalidade a caracterizar prejuízo moral passível de indenização. Residindo sucumbência recíproca, vencedores e vencidos, correta a decisão que, analisando o conteúdo do que restou decidido, aplica-se no caso concreto. A compensação de honorários é vedada, art. 85 § 14 CPC, devendo cada parte arcar, com a sua parte, ao patrono da parte adversa; suspensa a exigibilidade em relação ao autor sendo este beneficiário da assistência judiciária, art. 98, § 3º, do CPC. A exigência de prequestionamento para a interposição de recurso em instância superior deve ser cumprida pela parte e não pelo julgador, dispensado de apontar expressamente se restaram ou não violados dispositivos legais ou constitucionais" Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. A recorrente aponta violação aos arts. 82, § 8º, e 85 do Código de Processo Civil, sustentando que os honorários sucumbenciais devem ser pagos pela parte adversa, uma vez que "no que refere aos honorários de sucumbência , a relação jurídica se estabelece entre a parte e o advogado da parte contrária - e não entre a parte e o seu próprio causídico -, sob pena de exsurgirem situações incongruentes de conflito de interesse". Contrarrazões às fls. 492/502 e-STJ. Juízo de admissibilidade proferido às fls. 503/509 e-STJ. Assim delimitada a controvérsia, passo a decidir. No presente caso, extrai-se do recurso especial que a parte pretende pronunciamento desta Corte Superior para garantir que seja responsabilidade da recorrida arcar com os honorários sucumbenciais devidos aos patronos da parte recorrente. Verifica-se, entretanto, que o Tribunal de origem não se manifestou em sentido contrário ao que pretendido. Vejamos: "Entretanto, forçoso é admitir, no caso em apreço, deve ser afastada a compensação de honorários tendo em vista tal determinação contrariarem o art. 85 § 14 do NCPC. E, ante a sucumbência recíproca, mantida em grau recursal, este valor deve ser pago por rata pelas partes, restando, entretanto, suspensa a exigibilidade em face da autora apelante, por força do prescrito no artigo 98, § 3º, do CPC e Lei 1.060/50" Extraio, ainda, o seguinte trecho da ementa do acórdão recorrido: "A compensação de honorários é vedada, art. 85 § 14 CPC, devendo cada parte arcar, com a sua parte, ao patrono da parte adversa; suspensa a exigibilidade em relação ao autor sendo este beneficiário da assistência judiciária, art. 98, § 3º, do CPC" (grifo nosso) Assim, verifica-se que não há interesse em recorrer , uma vez que o pretendido pela parte encontra-se garantido pelo pro nunciamento da Corte local. Em face do exposto, nego provimento ao recurso especial. Intimem-se. EMENTA