AREsp 2452069 - DECISAO
O Tribunal concluiu que não houve omissão ou negativa de prestação jurisdicional no acórdão recorrido, que os dispositivos apontados não guardam pertinência com a tese recursal, e que a fundamentação do recurso era deficiente, justificando a aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF; por isso, negou provimento ao...
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- Parties
- Agravante: Clínica Renal de Roraima Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Em Agravo (pedido De Agravo Contra Decision Que Não Admitiu Recurso Especial)
- Outcome
- nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Honorários Sucumbenciais, Desistência Da Ação Após Manifestação Da Parte Contrária, Admissibilidade De Recurso Especial, Fundamentação Do Acórdão, Súmula 284/stf
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Parties
Clínica Renal de Roraima Ltda.
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Em Agravo (pedido De Agravo Contra Decision Que Não Admitiu Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 alegada omissão e falta de fundamentação no acórdão (arts. 489, §1º, IV e VI e 1.022 II do CPC)
- 2 alegada violação relativa ao ônus da prova e devolução de matéria (art. 373, I e 1.013 do CPC)
- 3 descabimento da condenação em honorários por ausência de efetiva citação da parte contrária
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que não houve omissão ou negativa de prestação jurisdicional no acórdão recorrido, que os dispositivos apontados não guardam pertinência com a tese recursal, e que a fundamentação do recurso era deficiente, justificando a aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF; por isso, negou provimento ao agravo e condenou a agravante ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 10% do valor já fixado nos autos, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Condena a agravante ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 10% do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC).
Full Case Text
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DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Clínica Renal de Roraima Ltda. contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a e c, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, assim ementado (fl. 368): APELAÇÃO CÍVEL. PEDIDO DE DESISTÊNCIA APÓS A MANIFESTAÇÃO DA PARTE CONTRÁRIA NOS AUTOS. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. CABIMENTO. RECURSO PROVIDO. 1. Se o pedido de desistência foi formulado após a manifestação da parte contrária nos autos, mesmo que em cumprimento à intimação expedida para se pronunciar sobre o pedido liminar, é devida a condenação do desistente nos honorários de sucumbência, em observância ao princípio da causalidade. Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 409/412). Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta violação dos arts. 373, I, 489, § 1º, IV e VI, 1.013 e 1.022 II, todos do CPC, sustentando, em síntese, omissão no acórdão recorrido de questão relevante ao melhor deslinde da controvérsia, implicando em falta de fundamentação ao julgado. Alega, ainda, o descabimento de condenação em honorários no caso, uma vez não ter havido efetiva citação da parte contrária anterior à petição de desistência. Suscita divergência com julgado desta Corte Superior em que se concluiu que mera manifestação nos autos para prestar informações sobre cumprimento de liminar não configura comparecimento espontâneo no feito, não suprindo a necessidade de citação. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se, inicialmente, não ter ocorrido ofensa ao art. 489, § 1º, IV e VI, 1.022 II, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas e apreciou integralmente a controvérsia posta nos autos; não se pode, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. No que diz respeito aos arts. 373, I, e 1.013, citados nas razões de recurso como violados pelo acórdão recorrido, observa-se que tratam sobre o ônus da prova e a devolução de matéria na apelação, não guardando relação com a tese apontada, a saber, descabimento de condenação em honorários por ausência de efetiva citação da parte contrária. Assim, os argumentos postos no presente apelo não guardam pertinência com os fundamentos do aresto atacado, atraindo a incidência da Súmula 284/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia."). Nessa linha de raciocínio, citam-se os seguintes julgados: Agint no AREsp 1.571.937/PA, Rela. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 13/04/2020; Agint no AREsp 1.419.058/BA, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 19/09/2019 e Agint no AREsp 1.004.149/SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 11/06/2018. Confiram-se, ainda: PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC E AUSÊNCIA DE COMANDO NORMATIVO EM DISPOSITIVO LEGAL APTO A SUSTENTAR A TESE RECURSAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA N. 284/STF. DANO AMBIENTAL. REPARAÇÃO. IMPRESCRITIBILIDADE. TEMA N. 999/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - A jurisprudência deste Tribunal Superior considera que, quando a arguição de ofensa ao dispositivo de lei federal é genérica, sem demonstração efetiva da contrariedade e quando os dispositivos apontados como violados não têm comando normativo suficiente para infirmar os fundamentos do aresto recorrido, aplica-se, por analogia, o entendimento da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. III - O acórdão recorrido encampou a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, em julgamento submetido à sistemática da repercussão geral (Tema n. 999), segundo a qual é imprescritível a pretensão de reparação dos danos ambientais. IV - É entendimento pacífico dest a Corte que a parte deve proceder ao cotejo analítico entre os arestos confrontados e transcrever os trechos dos acórdãos que configurem o dissídio jurisprudencial, sendo insuficiente, para tanto, a mera transcrição de ementas. V - A Agravante não apresenta, no agravo, argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI - Em regra, descabe a imposição da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015 em razão do mero desprovimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. VII - Agravo Interno improvido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.971.245/RS, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 12/6/2023, DJe de 15/6/2023.) Por fim, resta prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do recurso especial pela alínea a do permissivo constitucional. ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Levando-se em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC). Publique-se. EMENTA