REsp 2090064 - DECISAO
Não conhecer do Recurso Especial porque a matéria discutida envolvia valoração fático-probatória (fixação equitativa dos honorários em R$ 600,00 pelo Tribunal de origem), em consonância com a jurisprudência do STJ que reconhece a não vinculatividade da tabela da OAB e limita a revisão via recurso especial quando não...
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- Parties
- Autora: autora; Ré: ré
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Honorários Sucumbenciais, Tabela Da OAB Não Vinculativa, Equidade Na Fixação De Honorários, Prequestionamento, Súmula 7/stj
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Parties
autora
Autora
ré
Ré
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Vinculação do magistrado à tabela de honorários da OAB após a Lei n.14.365/2022 (art.85, §8º-A do CPC)
- 2 Possibilidade de fixação equitativa de honorários em valor inferior à tabela da OAB
- 3 Reexame, na via especial, do valor dos honorários quando a fixação decorre de valoração fático-probatória
Ratio Decidendi
Não conhecer do Recurso Especial porque a matéria discutida envolvia valoração fático-probatória (fixação equitativa dos honorários em R$ 600,00 pelo Tribunal de origem), em consonância com a jurisprudência do STJ que reconhece a não vinculatividade da tabela da OAB e limita a revisão via recurso especial quando não há prova de montante irrisório ou exorbitante, sendo vedado o reexame de provas pela Súmula 7/STJ. Determinou-se, ainda, a majoração dos honorários eventualmente fixados nas instâncias de origem em 10% em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Não conheço do Recurso Especial.
Orders
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos...
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Recurso Especial, com fundamento no art. 105, III, "a"", da Constituição Federal de 1988, contra acórdão assim ementado (fl. 248): TELEFONIA. Ação declaratória de prescrição cumulada com obrigação de fazer. Sentença de parcial procedência, que declarou a prescrição do débito descrito na inicial, ressalvando-se a licitude da cobrança extrajudicial, desde que não se dê por meios abusivos ou vexatórios, descartando o pedido de exclusão do cadastro no Serasa Limpa Nome. Apelo da autora. Incontroversa a prescrição das dívidas. Débitos inexigíveis, pela ocorrência da prescrição. Fato que impede a cobrança judicial ou extrajudicial. Impossibilidade de manutenção da inscrição dos débitos na plataforma "Serasa Limpa Nome" no caso "sub judice". Ainda que a plataforma vise apenas viabilizar acordos extrajudiciais e não impacte no score do consumidor, o ajuizamento desta demanda demonstra a intenção da autora de não pagar os débitos, não se justificando a manutenção do cadastro. Sentença reformada, para determinar que a ré se abstenha de promover as cobranças extrajudiciais e para que o nome da autora seja excluído da plataforma "Serasa Limpa Nome". Encargos da sucumbência pela ré. Honorários advocatícios fixados por equidade em R$ 600,00, ante o valor da causa irrisório e a simplicidade da demanda. Sentença reformada. Apelo provido. Os Embargos de Declaração foram rejeitados (fls. 257-260). A parte recorrente, nas razões do Recurso Especial, aponta violação do art. 85, § 8º-A, do CPC. Aduz: Ainda, cumpre destacar que o art. 85, § 8º-A do CPC, introduzido pela Lei n. 14.365/2022, publicada em 02.06.2022, prevê que "na hipótese do § 8º deste artigo, para fins de fixação equitativa de honorários sucumbenciais, o juiz deverá observar os valores recomendados pelo Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil a título de honorários advocatícios ou o limite mínimo de 10% (dez por cento) estabelecido no § 2º deste artigo, aplicando-se o que for maior". Contrarrazões às fls. 359-369. O Ministério Público Federal emitiu parecer às fls. 380-382. É o relatório. Decido Os autos foram recebidos neste Gabinete em 3.6.2024. A questão central gira em torno dos valores arbitrados judicialmente, a título de honorários sucumbenciais, cuja recorrente sustenta não ser possível a fixação de valores inferiores aos estabelecidos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB. O Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia, consignou (fl. 259): Com efeito, o julgado foi claro consignar que os honorários advocatícios foram fixados por equidade em R$ 600,00, em razão do baixo valor da causa. Relembre-se deste esclarecedor parágrafo de fls. 250: Sucumbente, arcara a ré com as despesas processuais e com os honorários advocatícios, que ora arbitro, por equidade em razão do baixo valor da causa (R$ 381,04), em R$ 600,00 (art. 85, § 8º, do CPC), com correção monetária a partir deste julgamento. Saliente-se que quando o valor da causa for ínfimo, autoriza-se o arbitramento dos honorários sucumbenciais por meio de apreciação equitativa (art. 85, § 8º, do CPC), tendo em vista, entretanto, os parâmetros estabelecidos nos incisos I a IV do artigo 85, § 2º, do CPC. Analisando-se tais critérios, vê-se que o valor dos honorários advocatícios pretendidos pela embargante, R$ 2.000,00, é excessivo. A demanda não é complexa, o tempo de tramitação do processo não foi extenso e a causa não exigiu muito tempo do patrono. Considerando tais aspectos estabelecidos na lei processual civil, vê-se que o valor de R$ 600,00, arbitrado a título de honorários advocatícios é suficiente para remunerar de forma digna o trabalho desempenhado pelo patrono da embargante. Acerca do arbitramento judicial dos honorários advocatícios, a Corte a quo fixou em R$ 600,00, considerando a complexidade da causa e o trabalho apresentado. Com efeito, o acórdão recorrido, ao não se vincular à Tabela OAB para fixação de honorários de advogado, está em consonância com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça acerca da inexistência de vinculação do magistrado aos valores estabelecidos pela Ordem para os honorários advocatícios, o que faz incidir a Súmula 83/STJ. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEFENSOR DATIVO. VALORES PREVISTOS NA TABELA DA OAB. NÃO VINCULATIVOS. MATÉRIA DECIDIDA SOB ORITO DOS RECUROS REPETITIVOS. TEMA 984. REAVALIAÇÃO DO QUANTUM FIXADO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. 1. A Terceira Seção do STJ, no julgamento do Recurso Especial n. 1.656.322/SC, sob o rito dos recursos repetitivos (Tema n. 984), firmou entendimento segundo o qual "as tabelas de honorários elaboradas unilateralmente pelos Conselhos Seccionais da OAB não vinculam o magistrado no momento de arbitrar o valor da remuneração a que faz jus o defensor dativo que atua no processo penal; servem como referência para o estabelecimento de valor que seja justo e que reflita o labor despendido pelo advogado". 2. Hipótese em que Tribunal de origem não imprimiu eficácia vinculante à tabela da OAB. A fixação da verba honorária observou o princípio da equidade, nos termos do art.85, § 8º do CPC, e a utilização da tabela da OAB foi apenas um referencial. 3. Nos termos da jurisprudência desta Corte que a modificação do valor da verba honorária fixado pelas instâncias de origem esbarra no óbice da Súmula n. 7/STJ. O afastamento da referida súmula somente é possível em situações excepcionais, que se configuram quando os honorários são estabelecidos em montantes irrisórios ou exorbitantes, o que não é o caso dos autos. Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 1.938.659/CE, Relator Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 12/12/2022). PROCESSUAL CIVIL E PROCESSUAL PENAL. DEFENSOR DATIVO. REMUNERAÇÃO. TABELA DE HONORÁRIOS DIVULGADA PELA OAB. CARÁTER NÃO VINCULATIVO. TEMA N. 984 DO STJ. HONORÁRIOS RECURSAIS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VALOR IRRISÓRIO NÃO EVIDENCIADO. ATUAÇÃO EM ALGUNS ATOS PROCESSUAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. NÃO CABIMENTO. 1. "As tabelas de honorários elaboradas unilateralmente pelos Conselhos Seccionais da OAB não vinculam o magistrado no momento de arbitrar o valor da remuneração a que faz jus o defensor dativo que atua no processo penal; servem como referência para o estabelecimento de valor que seja justo e que reflita o labor despendido pelo advogado" (Tema n. 984 do STJ). 2. Incide o óbice da Súmula n. 282 do STF na hipótese em que a questão relativa a honorários recursais não é objeto de debate no acórdão recorrido e não são opostos embargos de declaração para provocar o colegiado a manifestar-se sobre o tema. 3. Não cabe, na via do recurso especial, modificar honorários advocatícios cujo valor não se mostre irrisório ou exorbitante. Incidência da Súmula n. 7 do STJ. 4. Agravo regimental provido para se conhecer, em parte, do recurso especial e negar-lhe provimento. (AgRg no REsp 1.644.702/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUINTA TURMA, DJe 19/4/2021) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. COBRANÇA DE HONORÁRIOS. AÇÃO DE ARBITRAMENTO. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/15. INOCORRÊNCIA. VALOR ARBITRADO COM ARRIMO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. TABELA DA OAB NÃO VINCULATIVA. 1. Não há negativa de prestação jurisdicional quando as questões fundamentais ao deslinde da controvérsia foram apreciadas de forma coerente e fundamentada pelo Tribunal estadual, não consubstanciando qualquer eiva ao art. 1.022 do CPC a tomada de posição contrária ao interesse da parte. 2. Arbitramento dos honorários que levou em consideração o benefício obtido com o trabalho efetivamente realizado pelo advogado. O recurso especial não comporta exame de questões que impliquem incursão no contexto fático-probatório dos autos, a teor do que dispõe a Súmula nº. 7 do STJ. 3. Esta Corte Superior entende que "a tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB tem natureza meramente orientadora e não vincula o julgador, devendo ser levada em consideração a realidade do caso concreto" (AgInt no REsp 1751304/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 24/9/2019, DJe 30/9/2019) 4. Agravo Interno não provido. (AgInt no REsp 1.891.971/SP, Rel. Min. PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, DJe 27/11/2020) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS. TABELA DA OAB. NÃO VINCULAÇÃO. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO RECORRIDO. ENTENDIMENTO. CONSONÂNCIA. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. Estando o acórdão recorrido em consonância com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça acerca da inexistência de vinculação do magistrado aos valores estabelecidos pela tabela da OAB para os honorários advocatícios, correta a aplicação da Súmula nº 568/STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt no AREsp 1.578.753/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, DJe 3/9/2020) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RESCISÃO DE CONTRATO ADVOCATÍCIO. INDENIZAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO. PRINCÍPIOS DA PROBIDADE E BOA-FÉ. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. TABELA DA OAB. NÃO VINCULATIVA. JULGAMENTO POR DECISÃO MONOCRÁTICA. SÚMULA N. 568/STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ARBITRAMENTO POR EQUIDADE. VIGÊNCIA DO CPC/1973. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. MAJORAÇÃO. INDEFERIMENTO. DECISÃO MANTIDA. 1. Ausente o enfrentamento da matéria pelo acórdão recorrido, mesmo após a oposição de embargos declaratórios, inviável o conhecimento do recurso especial, por falta de prequestionamento. Incidência da Súmula n. 211/STJ. 2. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior, "a Tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB possui natureza orientadora e não vinculativa" (AgInt no AREsp 1471152/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/09/2019, DJe 18/09/2019). 3. "O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema" (Súm 568 do STJ). 4. De acordo com a jurisprudência desta Corte, firmada sob a égide do CPC de 1973, nas causas em que não houver condenação, os honorários advocatícios devem ser fixados de forma equitativa, considerando-se o caso concreto e atentando-se às circunstâncias previstas no art. 20, § 3º, "a" , "b" e "c", do CPC/1973, podendo-se adotar, como base de cálculo, o valor da causa ou um valor fixo arbitrado, não estando o julgador, ademais, adstrito aos limites percentuais estabelecidos no § 3º do referido artigo. Precedentes. 5. Na vigência do diploma processual anterior, a jurisprudência do STJ considerava irrisória a verba honorária fixada em montante inferior a 1% (um por cento) do valor da causa, critério objetivo que, embora não se mostrasse absoluto, enunciava um limite mínimo para a adequada remuneração do profissional da advocacia. 6. O acórdão recorrido fixou a verba honorária em aproximadamente 2, 4% (dois inteiros e quatro décimos por cento) do valor da causa na reconvenção. 7. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1.033.446/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, DJe 1º/7/2020) Outrossim, está pacificada a orientação de que o quantum da verba honorária, em razão da sucumbência processual, está sujeito a critérios de valoração previstos na lei processual e sua fixação é ato próprio dos juízos das instâncias ordinárias, aos quais competem a cognição e a consideração das situações de natureza fática. Nesses casos, esta Corte Superior atua na sua revisão somente quando esta tratar de valor irrisório ou exorbitante, o que não se configura na presente hipótese. Assim, o reexame das razões de fato que conduziram o Colegiado local a tais conclusões significaria usurpação da competência das instâncias ordinárias. Dessa forma, aplicar posicionamento distinto do proferido pelo aresto confrontado implica o reexame da matéria fático-probatória, o que é obstado na via especial conforme determina a Súmula 7/STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja Recurso Especial". Nesse sentido: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. VAGA EM CRECHE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEFENSORIA PÚBLICA. ALEGADA INFRINGÊNCIA AOS ARTS. 85, §§ 2º, 3º,I, 6º, 8º E 11 DO CPC/2015. TESE RECURSAL NÃO PREQUESTIONADA. SÚMULA 211 DO STJ. CONTROVÉRSIA RESOLVIDA, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, À LUZ DAS PROVAS DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO, NA VIA ESPECIAL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I. Agravo interno aviado contra decisão que julgara Recurso Especial interposto contra acórdão publicado na vigência do CPC/2015. II. Trata-se, na origem, de Ação Ordinária, proposta em desfavor do Município de Cascavel, objetivando a obtenção de vaga em creche. Em 1º Grau, a sentença extinguiu o feito, sem resolução de mérito, nos termos do art. 487, III, do Código de Processo Civil ,sob o fundamento de que o Município teria cumprido o pedido, condenando o réu ao pagamento de honorários advocatícios. Interposto recurso de apelação pela Defensoria Pública, restou ele provido, para majorar os honorários advocatícios. III. Por simples cotejo das razões recursais e dos fundamentos do acórdão recorrido, percebe-se que a tese recursal de que o valor da causa deveria ser utilizado como parâmetro para o arbitramento da verba honorária, vinculada aos dispositivos tidos como violados - arts. 85, §§ 2º, 3º, I, 6º, 8º e11 do CPC/2015 -, não foi apreciada, no voto condutor, não tendo servido de fundamento à conclusão adotada pelo Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 211/STJ. IV. Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, "a admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/15), em recurso especial, exige que no mesmo recurso seja indicada violação ao art.1.022 do CPC/15, para que se possibilite ao Órgão julgador verificar a existência do vício inquinado ao acórdão, que uma vez constatado, poderá dar ensejo à supressão degrau facultada pelo dispositivo de lei" (STJ, REsp 1.639.314/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, DJe de 10/04/2017). Hipótese em julgamento na qual a parte recorrente não indicou, nas razões do apelo nobre, contrariedade ao art. 1.022 do CPC/2015. V. Na forma da jurisprudência do STJ, firmada à luz do CPC/2015, "o quantum dos honorários advocatícios, em razão da sucumbência processual, está sujeito a critérios de valoração previstos na lei processual, e sua fixação é ato próprio dos juízos das instâncias ordinárias, às quais competem a cognição e a consideração das situações de natureza fática (REsp 1.671.566/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 27/06/2017, DJe 30/06/2017). Sendo assim, a modificação do valor dos honorários advocatícios fixados na origem excederia as razões colacionadas no acórdão recorrido, demandando o exame do acervo fático-probatório, o que esbarra no óbice da Súmula7/STJ" (STJ, AgInt no REsp 1.711.104/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, DJe de 26/10/2018). VI. Agravo interno improvido. (AgInt no REsp 1.922.436/PR, Relatora Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, DJe 30/03/2022) Diante do exposto, não conheço do Recurso Especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA