RMS 75339 - DECISAO
O Secretário de Estado de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro não é autoridade legítima para figurar no polo passivo do mandado de segurança que busca afastar a exigência do DIFAL/ICMS, pois suas atribuições previstas no Anexo VI do Decreto n.º 46.628/2019 caracterizam-no como agente político de orientação e gestão fiscal, não como agente responsável por lançamento, cobrança ou análise concreta de restituições; por isso, mantida a extinção do processo por ilegitimidade passiva e inviável a emenda da inicial quando importaria alteração da competência jurisdicional.
- Parties
- Recorrente/impetrante: COMERCIAL AUTOMOTIVA S.A.; Autoridade Coatora/impetrado: Secretário de Estado de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito Quanto À Legitimidade Passiva)
- Outcome
- nega provimento ao recurso ordinário
- Legal Topics
- Ilegitimidade Passiva, Diferencial De Alíquotas Do ICMS (difal), Teoria Da Encampação, Competência Jurisdicional, Emenda Da Inicial, Extinção Do Processo Sem Resolução Do Mérito
Case Brief
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Parties
COMERCIAL AUTOMOTIVA S.A.
Recorrente/impetrante
Secretário de Estado de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro
Autoridade Coatora/impetrado
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito Quanto À Legitimidade Passiva)
Legal Issues
- 1 Se o Secretário de Estado da Fazenda é parte legítima (autoridade coatora) em mandado de segurança que discute cobrança do DIFAL/ICMS
- 2 Se o Anexo VI do Decreto Estadual n.º 46.628/2019 e o RICMS/RJ conferem ao Secretário competência para figurar no polo passivo
- 3 Se é possível corrigir/retificar a autoridade coatora indicada na inicial evitando a extinção do processo
Ratio Decidendi
O Secretário de Estado de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro não é autoridade legítima para figurar no polo passivo do mandado de segurança que busca afastar a exigência do DIFAL/ICMS, pois suas atribuições previstas no Anexo VI do Decreto n.º 46.628/2019 caracterizam-no como agente político de orientação e gestão fiscal, não como agente responsável por lançamento, cobrança ou análise concreta de restituições; por isso, mantida a extinção do processo por ilegitimidade passiva e inviável a emenda da inicial quando importaria alteração da competência jurisdicional.
Court Disposition
nega provimento ao recurso ordinário
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário
- Decisão de origem que extinguiu o mandado de segurança por ilegitimidade passiva do Secretário de Estado de Fazenda mantida
Full Case Text
Judgment text and source record
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