AREsp 1751539 - DECISAO
A relatora reconsiderou a decisão monocrática e conheceu parcialmente do recurso especial, porém negou-lhe provimento porque o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto probatório, reconheceu legitimidade do consórcio para figurar no polo passivo e responsabilidade contratual objetiva, matéria cuja revisão exigiria reexame de fatos e provas vedado pelo Súmula 7/STJ; além disso, a jurisprudência do STJ admite solidariedade entre consorciadas em matéria consumerista (art. 28, §3º, CDC), mas não estende automaticamente essa solidariedade ao próprio consórcio sem previsão contratual, o que afasta a pretensão recursal de reforma do acórdão recorrido.
- Parties
- Agravante: Consórcio Transcarioca BRT
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 April 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Reconsideração Monocrática E Exame De Mérito; Conhecimento Parcial Do Recurso Especial E Julgamento Final
- Outcome
- Agravo conhecido para, parcialmente, conhecer do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Ilegitimidade Passiva, Responsabilidade Contratual Objetiva, Solidariedade Entre Consorciadas, Reexame De Matéria Fático Probatória (súmula 7/stj), Dano Moral, Inadmissão De Recurso Especial, Agravo Interno
Case Brief
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Parties
Consórcio Transcarioca BRT
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Reconsideração Monocrática E Exame De Mérito; Conhecimento Parcial Do Recurso Especial E Julgamento Final
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade passiva do consórcio para integrar o polo passivo da demanda
- 2 Aplicabilidade do art. 28, § 3º, do CDC quanto à solidariedade entre sociedades consorciadas
- 3 Incidência das Súmulas 7 e 83 do STJ como óbices ao recurso especial
Ratio Decidendi
A relatora reconsiderou a decisão monocrática e conheceu parcialmente do recurso especial, porém negou-lhe provimento porque o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto probatório, reconheceu legitimidade do consórcio para figurar no polo passivo e responsabilidade contratual objetiva, matéria cuja revisão exigiria reexame de fatos e provas vedado pelo Súmula 7/STJ; além disso, a jurisprudência do STJ admite solidariedade entre consorciadas em matéria consumerista (art. 28, §3º, CDC), mas não estende automaticamente essa solidariedade ao próprio consórcio sem previsão contratual, o que afasta a pretensão recursal de reforma do acórdão recorrido.
Court Disposition
Agravo conhecido para, parcialmente, conhecer do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
Orders
- Reconsiderada a decisão monocrática com base no art. 259 do RISTJ.
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
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