HC 860248 - DECISAO
Não se conhece do habeas corpus como substitutivo de recurso/revisão criminal; no exame de ofício, concluiu-se que as provas extraídas das mensagens trocadas entre o paciente e seus clientes são nulas porque a decisão que autorizou a extração não ressalvou expressamente a inviolabilidade das comunicações advogado-cliente, o que permitiu acesso indiscriminado ao teor das conversas e gerou nulidade absoluta, tornando imprestáveis tais provas e as dela derivadas, devendo ser desentranhadas dos autos.
- Parties
- Paciente/impetrante: JOAO ELIAS DA SILVA NETO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (não Conhecimento Como Substitutivo; Análise De Ofício E Decisão Sobre Provas)
- Legal Topics
- Ilicitude De Provas, Inviolabilidade Do Advogado, Quebra De Sigilo Telefônico, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso/revisão, Nulidade Das Provas, Inconstitucionalidade Do Art. 28 Da Lei 11.343/2006, Repercussão Geral (re 635.659)
Case Brief
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Parties
JOAO ELIAS DA SILVA NETO
Paciente/impetrante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (não Conhecimento Como Substitutivo; Análise De Ofício E Decisão Sobre Provas)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus como substitutivo de recurso ou revisão criminal
- 2 ilegalidade das provas obtidas de conversas entre advogado e cliente
- 3 necessidade de decisão expressa preservando a inviolabilidade advogado-cliente em mandado que autoriza busca/extração de mídias
Ratio Decidendi
Não se conhece do habeas corpus como substitutivo de recurso/revisão criminal; no exame de ofício, concluiu-se que as provas extraídas das mensagens trocadas entre o paciente e seus clientes são nulas porque a decisão que autorizou a extração não ressalvou expressamente a inviolabilidade das comunicações advogado-cliente, o que permitiu acesso indiscriminado ao teor das conversas e gerou nulidade absoluta, tornando imprestáveis tais provas e as dela derivadas, devendo ser desentranhadas dos autos.
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