AREsp 2490691 - DECISAO
O Tribunal concluiu que o imóvel matriculado sob nº 4.704 do 1º CRI de Santo André/SP é bem de família impenhorável porque as provas constantes dos autos (endereço indicado na inicial, citação no imóvel, declarações fiscais e contas de consumo) demonstram seu uso como residência da entidade familiar por mais de uma década; a existência de outros imóveis de propriedade do recorrido não afasta a proteção conferida pela Lei 8.009/90, em consonância com jurisprudência do STJ, e o pedido do agravante implicaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ.
- Parties
- Agravante: BANCO INDUSTRIAL DO BRASIL S/A; Agravado: ALBERTO SIMÕES GASPAR; Agravada: MARIA CÉLIA MARTINS (MARIA CÉLIA MARTINS GASPAR)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (sobre Execução De Título Extrajudicial) / Decisão De Conhecimento Parcial E Negação De Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo; conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Impenhorabilidade, Bem De Família, Execução De Título Extrajudicial, Penhora, Reexame De Fatos E Provas, Súmulas Do STJ
Case Brief
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Parties
BANCO INDUSTRIAL DO BRASIL S/A
Agravante
ALBERTO SIMÕES GASPAR
Agravado
MARIA CÉLIA MARTINS (MARIA CÉLIA MARTINS GASPAR)
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (sobre Execução De Título Extrajudicial) / Decisão De Conhecimento Parcial E Negação De Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 incidência da impenhorabilidade de bem de família sobre imóvel de alto padrão
- 2 aplicabilidade do parágrafo único do art. 5º da Lei 8.009/90 quando há mais de um imóvel
- 3 possibilidade de reexame de fatos e provas em recurso especial
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que o imóvel matriculado sob nº 4.704 do 1º CRI de Santo André/SP é bem de família impenhorável porque as provas constantes dos autos (endereço indicado na inicial, citação no imóvel, declarações fiscais e contas de consumo) demonstram seu uso como residência da entidade familiar por mais de uma década; a existência de outros imóveis de propriedade do recorrido não afasta a proteção conferida pela Lei 8.009/90, em consonância com jurisprudência do STJ, e o pedido do agravante implicaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo; conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço do agravo e, com fundamento no art. 932, III e IV, "a", do CPC, bem como na Súmula n. 568/STJ, conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Deixo de majorar os honorários de sucumbência recursal, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
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