AREsp 2683158 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o entendimento do Tribunal a quo está em consonância com a jurisprudência do STJ: valores financeiros em nome de pessoa física até 40 salários-mínimos são, em regra, impenhoráveis e devem ser liberados quando não demonstrada má-fé ou abuso; a proteção legal não se estende, em regra, às pessoas jurídicas, não havendo prova da imprescindibilidade dos valores da pessoa jurídica para o exercício da atividade empresarial, e o bloqueio efetuado via SISBAJUD não equivaleu à penhora sobre faturamento prevista no art. 866, exigindo procedimento diverso e não passível de reexame fático-probatório pela Corte (Súmula 7).
- Parties
- Agravante: CASSIO CORDEIRO; Agravante: CONSTRUTORA CASSIO E ADRIANO S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Agravo (conhecimento E Decisão Sobre Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Impenhorabilidade, Penhora De Ativos Financeiros, SISBAJUD, Penhora De Faturamento, Ordem De Preferência Na Penhora (art. 835 Cpc), Art. 833, X, Do CPC, Súmula 83/stj, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
CASSIO CORDEIRO
Agravante
CONSTRUTORA CASSIO E ADRIANO S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Agravo (conhecimento E Decisão Sobre Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do art. 833, X, do CPC às pessoas jurídicas
- 2 Possibilidade de extensão da impenhorabilidade de 40 salários-mínimos a aplicações e contas de pessoa física
- 3 Diferença entre penhora via SISBAJUD e penhora sobre faturamento prevista no art. 866 do CPC
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o entendimento do Tribunal a quo está em consonância com a jurisprudência do STJ: valores financeiros em nome de pessoa física até 40 salários-mínimos são, em regra, impenhoráveis e devem ser liberados quando não demonstrada má-fé ou abuso; a proteção legal não se estende, em regra, às pessoas jurídicas, não havendo prova da imprescindibilidade dos valores da pessoa jurídica para o exercício da atividade empresarial, e o bloqueio efetuado via SISBAJUD não equivaleu à penhora sobre faturamento prevista no art. 866, exigindo procedimento diverso e não passível de reexame fático-probatório pela Corte (Súmula 7).
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Agravo conhecido
- Recurso especial improvido
Full Case Text
Judgment text and source record
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