REsp 2063698 - ACORDAO
O Tribunal entendeu que o imóvel arrecadado tem natureza comercial e não é o único bem do patrimônio da recorrente; assim, não se amolda à proteção do bem de família prevista na Lei n. 8.009/1990 e à jurisprudência do STJ que, via de regra, não admite extensão da impenhorabilidade a imóveis comerciais mesmo quando a renda é revertida à subsistência do proprietário. Quanto aos honorários, aplicou-se o entendimento do Tema Repetitivo 1.076 de que não é permitida a fixação por equidade quando os valores são elevados, devendo observar-se os percentuais dos §§2º ou 3º do art. 85 do CPC; por fim, não houve omissão apta a ensejar nulidade do acórdão recorrido.
- Parties
- Recorrente: Sheila Beatriz Fernandes; Recorrida: Massa Falida de Sheila Beatriz Fernandes Roupas - EPP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Recurso Especial Julgamento (sessão Virtual)
- Outcome
- Recurso especial a que se nega provimento
- Legal Topics
- Impenhorabilidade, Bem De Família, Imóvel Comercial, Honorários Advocatícios, Valor Da Causa, Preclusão/omissão Jurisprudencial
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Sheila Beatriz Fernandes
Recorrente
Massa Falida de Sheila Beatriz Fernandes Roupas - EPP
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Especial Julgamento (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Se imóvel de natureza comercial pode ser reconhecido como bem de família e, portanto, ser impenhorável quando a renda da locação é utilizada para a subsistência do proprietário
- 2 Se a fixação dos honorários advocatícios por apreciação equitativa é admissível diante de valores elevados da causa
- 3 Alegação de omissão ou contradição no acórdão recorrido (art. 489, §1º, IV, e art. 1.022 do CPC)
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o imóvel arrecadado tem natureza comercial e não é o único bem do patrimônio da recorrente; assim, não se amolda à proteção do bem de família prevista na Lei n. 8.009/1990 e à jurisprudência do STJ que, via de regra, não admite extensão da impenhorabilidade a imóveis comerciais mesmo quando a renda é revertida à subsistência do proprietário. Quanto aos honorários, aplicou-se o entendimento do Tema Repetitivo 1.076 de que não é permitida a fixação por equidade quando os valores são elevados, devendo observar-se os percentuais dos §§2º ou 3º do art. 85 do CPC; por fim, não houve omissão apta a ensejar nulidade do acórdão recorrido.
Court Disposition
Recurso especial a que se nega provimento
Orders
- Negar provimento ao recurso especial
- Majorar em 10% a quantia arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, §11, do CPC, observados os limites dos §§2º e 3º do art. 85, ônus suspensos no caso de beneficiário da justiça gratuita
Full Case Text
Judgment text and source record
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