AREsp 1979981 - DECISAO

AREsp 1979981 - DECISAO

O agravo foi negado por deficiência de fundamentação quanto à alegada omissão (art. 1.022 do CPC/15), atraindo a Súmula 284/STF, e porque a Corte de origem corretamente concluiu pela impenhorabilidade do bem de família uma vez que o débito executado decorre de indenização por danos morais e de cláusula penal, que...

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Parties
Agravante: RAMON AGUILERA PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA; Agravadas: executadas
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 December 2021
Procedural Posture
Agravo (art. 1042 Do Cpc/15) / Decisão Interlocutória Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
Outcome
negou provimento ao agravo
Legal Topics
Impenhorabilidade Do Bem De Família, Exceções À Impenhorabilidade (art. 3º, II E III, Lei 8.009/90), Cláusula Penal E Sua Natureza Jurídica, Honorários Advocatícios E Sua Natureza Alimentícia, Admissibilidade Do Recurso Especial, Restrição Ao Reexame De Provas (súmulas 5 E 7 Do Stj)
Processo Civil Direito Civil Impenhorabilidade Do Bem De Família Exceções À Impenhorabilidade (art. 3º, II E Iii, Lei 8.009/90) Cláusula Penal E Sua Natureza Jurídica Honorários Advocatícios E Sua Natureza Alimentícia Admissibilidade Do Recurso Especial Restrição Ao Reexame De Provas (súmulas 5 E 7 Do Stj)

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Parties

RAMON AGUILERA PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA

Agravante

executadas

Agravadas

Procedural Posture

Agravo (art. 1042 Do Cpc/15) / Decisão Interlocutória Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial

  1. 1 Se a cláusula penal e indenização por danos morais constituem exceção à impenhorabilidade do bem de família prevista na Lei 8.009/90
  2. 2 Se os valores executados referem-se a crédito para aquisição do imóvel (art. 3º, II, Lei 8.009/90)
  3. 3 Se os honorários sucumbenciais podem ser alcançados pelas exceções à impenhorabilidade

Ratio Decidendi

O agravo foi negado por deficiência de fundamentação quanto à alegada omissão (art. 1.022 do CPC/15), atraindo a Súmula 284/STF, e porque a Corte de origem corretamente concluiu pela impenhorabilidade do bem de família uma vez que o débito executado decorre de indenização por danos morais e de cláusula penal, que não se confundem com crédito para aquisição do imóvel na forma do art. 3º, II, da Lei 8.009/90; ademais, a discussão demandaria reexame probatório vedado nesta instância (Súmulas 5 e 7 do STJ), e a jurisprudência do STJ afasta a possibilidade de penhora de verbas imunes para satisfação de honorários sucumbenciais.

Court Disposition

negou provimento ao agravo

Orders

  • Nega provimento ao recurso
  • Publique-se