REsp 1474262 - DECISAO
O Tribunal concluiu que não foi demonstrado o elemento subjetivo (dolo ou culpa grave) necessário à configuração dos atos de improbidade previstos nos arts. 9 e 11 da Lei 8.429/1992, que os contratos foram firmados por entidades autônomas da administração indireta (responsáveis pela licitação ou sua dispensa), que não se comprovou dedicação exclusiva nem dano ao erário, e que a modificação dos fatos e das provas produzidas demandaria reexame fático-probatório vedado no recurso especial pela Súmula 7/STJ; por fim, à luz do art. 932, III, do CPC/2015, o recurso especial não foi conhecido.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS; Demandado: Willian da Silva Morais; Demandado: Célio da Silva Morais; Empresa Contratada: CONTAM - Contabilidade e Assessoria Municipal Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa) / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc/2015)
- Outcome
- Não conheço do recurso especial (art. 932, III, CPC/2015).
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Elemento Subjetivo (dolo/culpa), Licitação E Dispensa De Licitação, Impedimento Para Contratar, Dedicação Exclusiva
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
Recorrente
Willian da Silva Morais
Demandado
Célio da Silva Morais
Demandado
CONTAM - Contabilidade e Assessoria Municipal Ltda.
Empresa Contratada
Procedural Posture
Recurso Especial (ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa) / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc/2015)
Legal Issues
- 1 Se a configuração dos arts. 9 e 11 da Lei 8.429/1992 exige dolo
- 2 Se houve impedimento dos servidores para contratar com entidades da administração indireta
- 3 Se a responsabilização do prefeito municipal é cabível quando contratos foram firmados por entidades autônomas da administração indireta
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que não foi demonstrado o elemento subjetivo (dolo ou culpa grave) necessário à configuração dos atos de improbidade previstos nos arts. 9 e 11 da Lei 8.429/1992, que os contratos foram firmados por entidades autônomas da administração indireta (responsáveis pela licitação ou sua dispensa), que não se comprovou dedicação exclusiva nem dano ao erário, e que a modificação dos fatos e das provas produzidas demandaria reexame fático-probatório vedado no recurso especial pela Súmula 7/STJ; por fim, à luz do art. 932, III, do CPC/2015, o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Não conheço do recurso especial (art. 932, III, CPC/2015).
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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Judgment text and source record
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