REsp 1948342 - DECISAO
Embora a materialidade do dano ao erário estivesse demonstrada por laudos técnicos, não se comprovou que o gestor (Prefeito) atuou com participação direta ou indireta ou com conhecimento das irregularidades; os pagamentos foram efetuados com base em boletins de medição e atestados de agentes técnicos e da Funasa, e após a ciência dos vícios o ente adotou medidas de cautela; como falta o elemento subjetivo (dolo ou culpa grave) exigido para configurar improbidade nos termos da Lei 8.429/1992, não se pode condenar o recorrido; além disso, a modificação do julgado demandaria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ, e não cabe condenação em honorários em ACP sem má-fé.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Recorrente: FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA; Recorrido: Evandro Perazzo; Ré: Dutra Brito Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Ação Civil Pública, Honorários Advocatícios, Prova Emprestada, Dolo, Culpa, Dano Ao Erário
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Recorrente
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA
Recorrente
Evandro Perazzo
Recorrido
Dutra Brito Ltda.
Ré
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Caracterização de ato de improbidade administrativa e elemento subjetivo (dolo/culpa)
- 2 Presunção de conhecimento de irregularidades em razão da posição ocupada (chefe do executivo)
- 3 Valoração de prova emprestada e indeferimento de produção probatória
Ratio Decidendi
Embora a materialidade do dano ao erário estivesse demonstrada por laudos técnicos, não se comprovou que o gestor (Prefeito) atuou com participação direta ou indireta ou com conhecimento das irregularidades; os pagamentos foram efetuados com base em boletins de medição e atestados de agentes técnicos e da Funasa, e após a ciência dos vícios o ente adotou medidas de cautela; como falta o elemento subjetivo (dolo ou culpa grave) exigido para configurar improbidade nos termos da Lei 8.429/1992, não se pode condenar o recorrido; além disso, a modificação do julgado demandaria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ, e não cabe condenação em honorários em ACP sem má-fé.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Publique-se.
Full Case Text
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