AREsp 1931190 - DECISAO
Havendo elementos fático-probatórios devidamente descritos no acórdão recorrido, é possível a revaloração jurídica da dosimetria das sanções; a recomposição do dano ao erário não afasta automaticamente a natureza punitiva da multa civil prevista no art. 12 da Lei 8.429/1992, de modo que o afastamento da multa pelo Tribunal de origem, com fundamento apenas na proporcionalidade em face da reparação, mostrou-se inadequado, impondo-se o restabelecimento da condenação imposta pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Autor/recorrente/agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA; Réu/recorrido: VALBERTO RÓ DOS SANTOS SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2024
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial Para Restabelecer Condenação De Primeiro Grau
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Dosimetria De Sanções, Multa Civil, Ressarcimento Ao Erário, Proporcionalidade E Razoabilidade, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
Autor/recorrente/agravante
VALBERTO RÓ DOS SANTOS SILVA
Réu/recorrido
Procedural Posture
Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial Para Restabelecer Condenação De Primeiro Grau
Legal Issues
- 1 possibilidade de revisão da dosimetria de sanções em ação de improbidade quando os fundamentos fáticos estão descritos no acórdão recorrido
- 2 compatibilidade entre recomposição do dano ao erário e aplicação da multa civil
- 3 limites da Súmula 7/STJ quanto à reavaliação jurídica das provas
Ratio Decidendi
Havendo elementos fático-probatórios devidamente descritos no acórdão recorrido, é possível a revaloração jurídica da dosimetria das sanções; a recomposição do dano ao erário não afasta automaticamente a natureza punitiva da multa civil prevista no art. 12 da Lei 8.429/1992, de modo que o afastamento da multa pelo Tribunal de origem, com fundamento apenas na proporcionalidade em face da reparação, mostrou-se inadequado, impondo-se o restabelecimento da condenação imposta pelo juízo de primeiro grau.
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