AREsp 1580564 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a pretensão de reformar o acórdão do Tribunal de origem implicaria reexame de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ; o tribunal a quo, com base no conjunto probatório, concluiu pela ausência do elemento subjetivo (dolo) necessário à configuração do ato de improbidade e, ademais, a interpretação e efeitos da Lei 14.230/2021 e as teses do STF no Tema 1.199 não autorizam a condenação retroativa por modalidade culposa que foi revogada.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado de Santa Catarina; Réu: Ênio Sebastião de Farias; Réu: Ernesto José da Silva; Partes Demandadas: Empresas demandadas
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Em Agravo Interno No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Responsabilidade Subjetiva (dolo), Improbidade Culposa, Súmula 7/stj (vedação Ao Reexame De Provas), Retroatividade Da Lei 14.230/2021
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Agravante
Ênio Sebastião de Farias
Réu
Ernesto José da Silva
Réu
Empresas demandadas
Partes Demandadas
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Em Agravo Interno No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Se as empresas demandadas podem ser condenadas por ato de improbidade nos termos do art.10 da Lei 8.429/92
- 2 Se é possível o reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ)
- 3 Aplicabilidade temporal e efeitos da Lei 14.230/2021 e compreensão do STF no Tema 1.199 sobre necessidade de dolo
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a pretensão de reformar o acórdão do Tribunal de origem implicaria reexame de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ; o tribunal a quo, com base no conjunto probatório, concluiu pela ausência do elemento subjetivo (dolo) necessário à configuração do ato de improbidade e, ademais, a interpretação e efeitos da Lei 14.230/2021 e as teses do STF no Tema 1.199 não autorizam a condenação retroativa por modalidade culposa que foi revogada.
Court Disposition
nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
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