REsp 1764889 - DECISAO
Exercendo o juízo de retratação previsto no art. 1.021, §2º, do CPC, o Tribunal reconsiderou a decisão monocrática e, com fundamento em precedentes do STJ e na redação atual da Lei de Improbidade (Lei nº 14.230/2021, arts. 2º e 3º, §1º), concluiu que não é exigível litisconsórcio passivo necessário entre a pessoa jurídica conveniada ao SUS e seus sócios/dirigentes, de modo que a pessoa jurídica pode ser legitimamente demandada isoladamente em ação de improbidade; determinou-se o prosseguimento do feito para que as instâncias de origem apreciem as demais questões de mérito, inclusive os reflexos da Lei nº 14.230/2021 e do Tema 1.199/STF.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Ré: Casa de Saúde Divino Espírito Santo S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Recurso Especial / Juízo De Retratação; Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Reconsiderou-se a decisão monocrática; o Tribunal conheceu e deu provimento ao recurso especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, afastando o reconhecimento de litisconsórcio necessário pelo TJMG e determinando o prosseguimento do julgamento da apelação.
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Legitimidade Passiva Da Pessoa Jurídica, Litisconsórcio Necessário, Responsabilização De Pessoa Jurídica Conveniada Ao SUS, Interpretação Da Lei Nº 8.429/1992, Lei Nº 14.230/2021
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Agravante
Casa de Saúde Divino Espírito Santo S.A.
Ré
Procedural Posture
Agravo Interno / Recurso Especial / Juízo De Retratação; Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Pode a pessoa jurídica (hospital conveniado ao SUS) figurar isoladamente no polo passivo de ação de improbidade administrativa?
- 2 É exigível litisconsórcio necessário entre a pessoa jurídica e seus sócios/agentess públicos na ação de improbidade?
- 3 Qual o efeito da redação da Lei nº 14.230/2021, em especial art. 3º e §1º, sobre a responsabilidade da pessoa jurídica e de seus sócios?
Ratio Decidendi
Exercendo o juízo de retratação previsto no art. 1.021, §2º, do CPC, o Tribunal reconsiderou a decisão monocrática e, com fundamento em precedentes do STJ e na redação atual da Lei de Improbidade (Lei nº 14.230/2021, arts. 2º e 3º, §1º), concluiu que não é exigível litisconsórcio passivo necessário entre a pessoa jurídica conveniada ao SUS e seus sócios/dirigentes, de modo que a pessoa jurídica pode ser legitimamente demandada isoladamente em ação de improbidade; determinou-se o prosseguimento do feito para que as instâncias de origem apreciem as demais questões de mérito, inclusive os reflexos da Lei nº 14.230/2021 e do Tema 1.199/STF.
Court Disposition
Reconsiderou-se a decisão monocrática; o Tribunal conheceu e deu provimento ao recurso especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, afastando o reconhecimento de litisconsórcio necessário pelo TJMG e determinando o prosseguimento do julgamento da apelação.
Orders
- Conhecer e dar provimento ao recurso especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Afastar o litisconsórcio necessário reconhecido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment