AREsp 2529825 - DECISAO

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Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial porque, na hipótese, havia prova suficiente do dolo e do dano em relação ao Prefeito que reiterou a reclassificação após advertência, justificando a manutenção da condenação com base no art. 10 da Lei 8.429/1992; por outro lado, quanto às servidoras, faltou prova de que influenciaram a reclassificação ou de dolo específico, e aplicável a elas é a interpretação mais benéfica da Lei 14.230/2021, motivo pelo qual suas condenações por improbidade foram julgadas improcedentes; não se procedeu ao reexame da prova quanto ao Prefeito em razão da Súmula 7 do STJ.

Parties
Recorrente: João Batista de Carvalho; Recorrente: Maria de Carvalho Souza; Recorrente: Lucilene Dolores da Silva
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
30 October 2025
Procedural Posture
Agravo Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Julgamento Do Recurso Especial
Outcome
Conheço do agravo para dar parcial provimento ao recurso especial; julgo improcedente o pedido condenatório por improbidade administrativa em relação a Maria de Carvalho Souza e Lucilene Dolores da Silva; mantenho, no mais, a condenação em relação a João Batista de Carvalho.
Legal Topics
Improbidade Administrativa, Dolo Específico, Ressarcimento Ao Erário, Enriquecimento Ilícito, Retroatividade De Norma Mais Favorável, Responsabilidade De Servidor De Boa Fé

Case Brief

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Parties

João Batista de Carvalho

Recorrente

Maria de Carvalho Souza

Recorrente

Lucilene Dolores da Silva

Recorrente

Procedural Posture

Agravo Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Julgamento Do Recurso Especial

  1. 1 aplicação retroativa da Lei 14.230/2021
  2. 2 inexistência do elemento subjetivo (dolo específico)
  3. 3 ausência de perda patrimonial efetiva

Ratio Decidendi

Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial porque, na hipótese, havia prova suficiente do dolo e do dano em relação ao Prefeito que reiterou a reclassificação após advertência, justificando a manutenção da condenação com base no art. 10 da Lei 8.429/1992; por outro lado, quanto às servidoras, faltou prova de que influenciaram a reclassificação ou de dolo específico, e aplicável a elas é a interpretação mais benéfica da Lei 14.230/2021, motivo pelo qual suas condenações por improbidade foram julgadas improcedentes; não se procedeu ao reexame da prova quanto ao Prefeito em razão da Súmula 7 do STJ.

Court Disposition

Conheço do agravo para dar parcial provimento ao recurso especial; julgo improcedente o pedido condenatório por improbidade administrativa em relação a Maria de Carvalho Souza e Lucilene Dolores da Silva; mantenho, no mais, a condenação em relação a João Batista de Carvalho.

Orders

  • Dar parcial provimento ao agravo interposto
  • Julgar improcedente o pedido condenatório por improbidade administrativa em relação a Maria de Carvalho Souza