REsp 1911458 - DECISAO
O recurso foi desprovido porque o recorrente foi contratado mediante procedimento licitatório (Carta Convite) e celebrou contrato administrativo pelo prazo certo, não havendo investidura em mandado, cargo, emprego ou função pública: portanto não é agente público nos termos do art. 2º da Lei n. 8.429/1992. Como particular que se beneficiou do ato, aplica-se a ele o mesmo regime prescricional do agente público, nos termos do art. 23 da LIA e da Súmula 634 do STJ; adotado esse termo inicial (relacionado ao término do mandato do agente público envolvido), concluiu-se que a ação não está prescrita. Assim, deu-se provimento às razões que afastam a prescrição e negou-se provimento ao recurso...
- Parties
- Recorrente: Aroldo Baran dos Santos; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná; Corréu (ex Prefeito): Valentin Darcin; Interveniente (parecer): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Final (nego Provimento)
- Outcome
- recurso especial negado provimento
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Prescrição, Termo Inicial Da Prescrição, Contrato Administrativo, Agente Público, Particulares
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Aroldo Baran dos Santos
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Órgão Julgador
Valentin Darcin
Corréu (ex Prefeito)
Ministério Público Federal
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Final (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 Se o recorrente se enquadra como agente público para fins da Lei n. 8.429/1992
- 2 Qual é o termo inicial e o regime prescricional aplicável aos particulares beneficiados por ato de improbidade
- 3 Se a prescrição da ação foi atingida no caso concreto
Ratio Decidendi
O recurso foi desprovido porque o recorrente foi contratado mediante procedimento licitatório (Carta Convite) e celebrou contrato administrativo pelo prazo certo, não havendo investidura em mandado, cargo, emprego ou função pública: portanto não é agente público nos termos do art. 2º da Lei n. 8.429/1992. Como particular que se beneficiou do ato, aplica-se a ele o mesmo regime prescricional do agente público, nos termos do art. 23 da LIA e da Súmula 634 do STJ; adotado esse termo inicial (relacionado ao término do mandato do agente público envolvido), concluiu-se que a ação não está prescrita. Assim, deu-se provimento às razões que afastam a prescrição e negou-se provimento ao recurso...
Court Disposition
recurso especial negado provimento
Orders
- Nego provimento ao recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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