REsp 1850167 - ACORDAO
Houve nulidade do julgamento do Tribunal de origem em razão da ausência de intimação pessoal da Procuradoria de Justiça e da não abertura de vista dos autos em segundo grau, o que gerou prejuízo concreto ao Ministério Público quando o acórdão negou provimento à sua apelação e alterou a sentença, declarando inexistente ato de improbidade; ademais, confirmou-se o entendimento de que, em ações de improbidade, o Ministério Público deve comprovar o acréscimo patrimonial e o réu tem o ônus de demonstrar a licitude da origem do patrimônio.
- Parties
- Recorrente/autor: Ministério Público do Estado do Paraná; Recorrido/réu: Nivaldo Marcelos da Silva; Interveniente (ingressou No Polo Ativo): Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 May 2021
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Recurso Especial Julgado No Superior Tribunal De Justiça (segunda Turma) Provimento Para Anular Acórdão E Determinar Novo Julgamento Após Abertura De Vista À Procuradoria De Justiça
- Outcome
- Recurso especial provido para anular o julgamento realizado e determinar novo julgamento após abertura de vista dos autos à Procuradoria de Justiça.
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Intimação Do Ministério Público Em Segundo Grau, Ônus Da Prova, Incremento Patrimonial, Nulidade Processual, Abertura De Vista À Procuradoria De Justiça
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado do Paraná
Recorrente/autor
Nivaldo Marcelos da Silva
Recorrido/réu
Estado do Paraná
Interveniente (ingressou No Polo Ativo)
Procedural Posture
Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Recurso Especial Julgado No Superior Tribunal De Justiça (segunda Turma) Provimento Para Anular Acórdão E Determinar Novo Julgamento Após Abertura De Vista À Procuradoria De Justiça
Legal Issues
- 1 Ausência de intimação pessoal da Procuradoria de Justiça em segundo grau e prejuízo processual
- 2 Distinção entre intimação de pauta e abertura de vista dos autos
- 3 Distribuição do ônus da prova em ações de improbidade administrativa (quem deve provar o acréscimo patrimonial e quem deve provar a licitude)
Ratio Decidendi
Houve nulidade do julgamento do Tribunal de origem em razão da ausência de intimação pessoal da Procuradoria de Justiça e da não abertura de vista dos autos em segundo grau, o que gerou prejuízo concreto ao Ministério Público quando o acórdão negou provimento à sua apelação e alterou a sentença, declarando inexistente ato de improbidade; ademais, confirmou-se o entendimento de que, em ações de improbidade, o Ministério Público deve comprovar o acréscimo patrimonial e o réu tem o ônus de demonstrar a licitude da origem do patrimônio.
Court Disposition
Recurso especial provido para anular o julgamento realizado e determinar novo julgamento após abertura de vista dos autos à Procuradoria de Justiça.
Orders
- Anula-se o julgamento do Tribunal de origem.
- Determina-se a abertura de vista dos autos à Procuradoria de Justiça e a realização de novo julgamento.
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