AREsp 2813381 - ACORDAO
Reconsiderada a decisão de relatoria, concluiu-se que a agravante não impugnou fundamentos autônomos e suficientes do acórdão recorrido (sobre a data do registro da alteração contratual e o ônus probatório), o que atrai a aplicação, por analogia, da Súmula n. 283 do STF, e que aceitar o pedido demandaria reexame do...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: ÁSIA SHIPPING TRANSPORTES INTERNACIONAIS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- Agravo interno conhecido; recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Impugnação Ao Cumprimento De Sentença, Juntada Tardia De Documentos, Nulidade De Citação, Ônus Da Prova, Teoria Da Aparência, Incidência De Súmula (stf/stj), Reexame De Matéria Fático Probatória
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Parties
ÁSIA SHIPPING TRANSPORTES INTERNACIONAIS LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial diante da ausência de impugnação a fundamentos autônomos do acórdão recorrido (Súmula n. 283 do STF, por analogia)
- 2 possibilidade de acolhimento de juntada tardia de documentos e nulidade da citação (art. 435 do NCPC)
- 3 necessidade de reexame de prova e facts para alterar conclusão do acórdão recorrido (óbie da Súmula n. 7 do STJ)
Ratio Decidendi
Reconsiderada a decisão de relatoria, concluiu-se que a agravante não impugnou fundamentos autônomos e suficientes do acórdão recorrido (sobre a data do registro da alteração contratual e o ônus probatório), o que atrai a aplicação, por analogia, da Súmula n. 283 do STF, e que aceitar o pedido demandaria reexame do conjunto fático-probatório, inviabilizado pela Súmula n. 7 do STJ; assim, conheceu-se do agravo interno para não conhecer do recurso especial.
Court Disposition
Agravo interno conhecido; recurso especial não conhecido.
Orders
- Agravo interno conhecido para não conhecer do recurso especial.
- Prevenir as partes sobre possibilidade de condenação às penalidades dos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do NCPC.
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 06/05/2025 a 12/05/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.na EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECONSIDERAÇÃO. TEMA PREQUESTIONADO. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 283 DO STF, POR ANALOGIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS. ÔNUS DA PROVA. REFORMA DO JULGADO. REANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação a fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido acarreta o não conhecimento do recurso. Inteligência da Súmula n. 283 do STF, aplicável, por analogia, ao recurso especial. 2. A alteração das conclusões do acórdão recorrido exige reapreciação do acervo fático-probatório da demanda, o que faz incidir o óbice da Súmula n. 7 do STJ. 3. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por ÁSIA SHIPPING TRANSPORTES INTERNACIONAIS LTDA. (ÁSIA) contra decisão de relatoria do Ministro Presidente desta Corte, que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, por força da incidência das Súmulas n. 282 e 356 do STF. Nas razões do presente inconformismo, ÁSIA alegou que (1) foi violado o art. 435 do NCPC; e (2) não é caso de incidência das Súmulas n. 282 e 356 do STF, considerando que o tema referente à juntada tardia de documentação. Houve impugnação ao recurso (e-STJ, fls. 348/359). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECONSIDERAÇÃO. TEMA PREQUESTIONADO. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 283 DO STF, POR ANALOGIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS. ÔNUS DA PROVA. REFORMA DO JULGADO. REANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação a fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido acarreta o não conhecimento do recurso. Inteligência da Súmula n. 283 do STF, aplicável, por analogia, ao recurso especial. 2. A alteração das conclusões do acórdão recorrido exige reapreciação do acervo fático-probatório da demanda, o que faz incidir o óbice da Súmula n. 7 do STJ. 3. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial. VOTO Reconsideração do decisum De fato, verifica-se que o tema posto à debate foi devidamente prequestionado, conforme destacado por ÁSIA. Dessa forma, reconsidero a decisão agravada e passo à análise do recurso especial interposto por ÁSIA. O inconformismo, no entanto, não merece prosperar. Em seu recurso especial, amparado no art. 105, III, a, da CF, ÁSIA alegou ofensa ao art. 435 do NCPC. Sustentou que (1) deve ser aceita a juntada tardia de documentos a fim de que seja observado o princípio da verdade real; (2) ficou demonstrada a juntada de cópia de sua alteração contratual na junta comercial em momento anterior ao ato citatório; e (3) deve ser reconhecida a nulidade da citação. Foram apresentadas contrarrazões (e-STJ, fls. 258/273). No tocante à citação e à juntada tardia de documentos ÁSIA alegou ofensa ao art. 435 do NCPC. Sustentou que (1) deve ser aceita a juntada tardia de documentos a fim de que seja observado o princípio da verdade real; (2) ficou demonstrada a juntada de cópia de sua alteração contratual na junta comercial em momento anterior ao ato citatório; e (3) deve ser reconhecida a nulidade da citação. Sobre o tema, assim consignou a Corte local: Na situação dos autos, todavia, a dinâmica dos fatos indica que a citação se perfectibilizou antes do registro da alteração contratual na JUCESP. Veja-se que o AR foi entregue no endereço Rua General Câmara, 05, andar 14, sala 1.407 a 1.410, centro, Santos - SP em 08.06.2020: .. Enquanto isso, a alteração contratual promovida pela agravante ASIA SHIPPING TRANSPORTES INTERNACIONAIS LTDA indicando como endereço de sua sede à Rua Alexandre Herculano, n. 197, 13º andar, Santos - SP somente foi protocolada na JUCESP em 29.01.2021 (evento 17 - contrato social), ou seja, após a perfectibilização do ato citatório: .. Frise-se que a própria agravante em sua petição de impugnação ao cumprimento de sentença indica que o endereço da Rua Alexandre Herculano é sua sede desde 26.09.2019, indicando que o endereço para o qual foi enviado o AR se trata de antiga sede. No entanto, em que pese tal afirmação, a alteração contratual anexada aos autos, como dito anteriormente, somente foi registrada em 29.01.2021. Se ocorrida anteriormente, não há prova nos autos, ônus que incumbia à impugnante. Deste modo, considerando a ausência de prova da publicidade da alteração antes da citação perfectibilizada nos autos, não vejo motivos para o afastamento da aplicação da teoria da aparência; basta, assim, o envio da correspondência ao endereço indicado na Junta Comercial, o que ocorreu na hipótese dos autos (e-STJ, fl. 197/198). Nos embargos declaração, assim ficou decidido: In casu, não verifico a existência de qualquer mácula no acórdão retro. Isso porque constou expressamente no voto que "Frise-se que a própria agravante em sua petição de impugnação ao cumprimento de sentença indica que o endereço da Rua Alexandre Herculano é sua sede desde 26.09.2019, indicando que o endereço para o qual foi enviado o AR se trata de antiga sede. No entanto, em que pese tal afirmação, a alteração contratual anexada aos autos, como dito anteriormente, somente foi registrada em 29.01.2021. Se ocorrida anteriormente, não há prova nos autos, ônus que incumbia à impugnante." Qualquer tentativa de rediscussão da matéria não é admitida na estreita via dos aclaratórios. Apenas a título argumentativo, ressalto que a dita 28ª alteração contratual somente foi juntada aos autos em sede de embargos de declaração, na origem evento 70, DOCUMENTACAO2, bem como diretamente nesta instância ad quem (evento 1, OUT10). Nessa situação, "O ordenamento jurídico vigente não autoriza a juntada de documentos posterior ao ajuizamento da inicial, mormente quando a juntada ocorreu em sede recursal por inércia da parte interessada em vê-la produzida no momento oportuno." (TJ-MG - AC: 10000220449631001 MG, Relator: Belizário de Lacerda, Data de Julgamento: 26/04/2022, Câmaras Cíveis / 7ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 04/05/2022) (e-STJ, fl. 231). Nessa linha, conforme acima transcrito, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina assentou que a parte agravante, em sua petição de impugnação ao cumprimento de sentença, indicou que o endereço da Rua Alexandre Herculano é sua sede desde 26/9/2019, apontando que o endereço para o qual foi enviado o AR seria uma antiga sede. De qualquer sorte, ficou destacado que a alteração contratual referida somente foi registrada aos 21/1/2021 e que, ademais, seria ônus da parte demonstrar que tal fato teria ocorrido antes, o que não se desincumbiu a agravante. No entanto, ÁSIA limitou-se a asseverar que (1) deve ser aceita a juntada tardia de documentos a fim de que seja observado o princípio da verdade real; (2) ficou demonstrada a juntada de cópia de sua alteração contratual na junta comercial em momento anterior ao ato citatório; e (3) deve ser reconhecida a nulidade da citação. Dessa forma, constatou-se que ÁSIA deixou de atacar esses fundamentos autônomos e suficientes para manter o julgado, o que atrai a incidência da Súmula n. 283 do STF, por analogia: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. A propósito, confiram-se os julgados: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. RESCISÃO CONTRATUAL C/C REPETIÇÃO DO INDÉBITO. FIOPREV. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DESLIGAMENTO DO PLANO. RESGATE DAS CONTRIBUIÇÕES DE FORMA INTEGRAL. PRAZO PRESCRICIONAL VINTENÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não se verifica a alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015, na medida em que a eg. Corte de origem dirimiu, fundamentadamente, a questão que lhe foi submetida, não sendo possível confundir julgamento desfavorável, como no caso, com negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. O entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça é de que "a prescrição da ação de cobrança de parcelas devidas por planos de previdência privada é quinquenal, nos termos do enunciado n. 291 da Súmula do STJ, mas, em se tratando de pleito de restituição de contribuições pagas indevidamente, como ocorre no caso concreto, uma vez configurada relação obrigacional de natureza pessoal, incide a prescrição vintenária, prevista no art. 177 do CC/1916, vigente à época dos fatos" (AgRg no REsp 1.285.643/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 16/05/2013, DJe de 29/05/2013). 3. A ausência de impugnação, nas razões do recurso especial, de fundamento autônomo e suficiente à manutenção do acórdão estadual atrai, por analogia, o óbice da Súmula 283 do STF. 4. É inadmissível o inconformismo por deficiência na fundamentação quando as razões do recurso estão dissociadas do decidido no acórdão recorrido. Aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1.757.140/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, Quarta Turma, j. 9/8/2021, DJe 31/8/2021 - sem destaque no original) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RESCISÃO CONTRATUAL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. JUROS MORATÓRIOS. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA Nº 283/STF. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS. MULTA. 1.026, § 2º, DO CPC/2015. CABIMENTO. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. A ausência de impugnação de fundamento suficiente do acórdão recorrido enseja o não conhecimento do recurso, incidindo o enunciado da Súmula nº 283 do Supremo Tribunal Federal. 3. Tendo o Tribunal de origem vislumbrado o caráter protelatório dos embargos opostos, não há falar em ofensa ou negativa de vigência ao mencionado art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, mas em seu fiel cumprimento. Precedentes. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1.807.948/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, j. 4/5/2020, DJe 7/5/2020 - sem destaque no original) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO NÃO CONFIGURADAS. 2. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. 3. NULIDADE DA CITAÇÃO. AFASTAMENTO. CARTA RECEBIDA POR PESSOA REPRESENTANTE DA EMPRESA. TEORIA DA APARÊNCIA. PRECEDENTES. SÚMULAS 7 E 83 DO STJ. 4. PRETENSÃO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO. AUSÊNCIA DE ATOS EXPROPRIATÓRIOS. SÚMULA 83/STJ. 5. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Não ficou configurada a violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. 2. A manutenção de argumento que, por si só, sustenta o acórdão recorrido torna inviável o conhecimento do apelo especial, atraindo a aplicação do enunciado n. 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. De fato, a jurisprudência consolidada desta Corte se firmou no sentido de considerar válida a citação/intimação de pessoa jurídica recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa, sem nenhuma ressalva sobre a inexistência de poderes para representar em juízo. 3.1. A modificação do entendimento consignado pelo TJDFT (acerca do fato de que foram atendidas todas as formalidades com a entrega da carta intimatória no estabelecimento comercial da primeira recorrente e que todos foram devidamente citados na execução originária) demandaria necessariamente o revolvimento do conjunto fático-probatório do feito, o que não se admite nesta instância extraordinária, em razão do óbice da Súmula 7/STJ. 4. Em relação à suspensão do feito, impende registrar que, nos termos da jurisprudência desta Corte, não se suspende o processo, em razão do deferimento do processamento da recuperação judicial, quando não se constata a possibilidade de atos expropriatórios, como no presente caso. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1.521.319/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Terceira Turma, j. 30/3/2020, DJe 6/4/2020 - sem destaque no original) Nesse contexto, o Tribunal estadual, conforme acima transcrito, concluiu que a parte ora agravante não logrou demonstrar que teria demonstrado a alteração de seu endereço antes de perfectibilizado o ato citatório, ônus que lhe cabia. Por isso, conforme se nota, o TJSC assim decidiu com amparo no contexto fático-probatório da causa, de modo que a revisão do julgado, com o consequente acolhimento da pretensão recursal, demandaria, necessariamente, o reexame das provas, o que não se admite no âmbito do recurso especial, ante o óbice da Súmula n. 7 do STJ. A propósito, confiram-se os precedentes: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO. SEGURO HABITACIONAL. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE. APÓLICE. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7/STJ. DISSÍDIO PREJUDICADO. FATOS CONSTITUTIVOS. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. 1. Na hipótese, acolher a pretensão recursal para infirmar a conclusão do tribunal de origem de que os recorrentes não se desincumbiram do ônus de comprovar o fato constitutivo de direito pleiteado demandaria o reexame das provas dos autos, procedimento incompatível com a via eleita. Incidência da Súmula nº 7/STJ. 2. A necessidade do reexame da matéria fática impede a admissão do recurso especial tanto pela alínea "a" quanto pela alínea "c" do permissivo constitucional. 3. A inversão do ônus da prova não exime a parte autora da prova mínima dos fatos constitutivos do seu direito e do nexo causal entre a atuação da parte ré e os alegados prejuízos. 4. Agravo interno não provido. (AREsp n. 2.693.409/SC, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 17/3/2025, DJEN de 20/3/2025 - sem destaque no original) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ÔNUS DA PROVA. AUTENTICIDADE DE ASSINATURA. RECURSO DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso especial, mantendo a inadmissão do recurso especial por ausência de violação dos arts. 489, § 1º, e 1.022 do CPC/2015 e incidência da Súmula 7 do STJ. 2. Ação declaratória de nulidade contratual com pedidos de repetição de indébito e indenização por danos morais, em que se discute a responsabilidade da instituição financeira pela prova da autenticidade das assinaturas em contratos bancários. II. Questão em discussão 3. A questão consiste em saber se a instituição financeira cumpriu o ônus de provar a autenticidade das assinaturas nos contratos bancários impugnados, conforme o Tema Repetitivo n. 1.061 do STJ. 4. A questão também envolve a análise da suficiência dos elementos probatórios apresentados e a necessidade de produção de prova pericial. III. Razões de decidir 5. O Tribunal de origem concluiu que a instituição financeira se desincumbiu do ônus probatório, demonstrando a regularidade das contratações e a inexistência de fraude, com base em provas documentais. 6. A jurisprudência do STJ estabelece que o juiz é o destinatário das provas e pode formar sua convicção com base nos elementos apresentados, sem necessidade de novas diligências, desde que fundamentado. 7. A revisão das conclusões do Tribunal de origem demandaria reexame de fatos e provas, o que é vedado em recurso especial pela Súmula 7 do STJ. IV. Dispositivo e tese 8. Agravo interno desprovido. Tese de julgamento: "1. Cabe à instituição financeira o ônus de provar a autenticidade das assinaturas em contratos bancários impugnados. 2. O juiz pode valorar o conjunto probatório e decidir pela suficiência das provas apresentadas, sem necessidade de perícia, desde que fundamentado." Dispositivos relevantes citados: CPC/2015, arts. 489, § 1º; 1.022. Jurisprudência relevante citada: STJ, REsp 1.846.649/MA, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Segunda Seção, julgado em 24.11.2021; AgInt no REsp n. 2.114.745/PR, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 19/8/2024; AgInt no AREsp 2.443.165/GO, Rel. Min. Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 17.06.2024; AgInt no REsp n. 2.115.395/MT, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 22/4/2024. (AgInt no AREsp n. 2.574.303/RS, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 18/11/2024, DJe de 22/11/2024 - sem destaque no original) Nessas condições, dou provimento ao agravo interno para CONHECER do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial. Não obstante a aplicabilidade do NCPC, deixo de apreciar tema referente à majoração da verba honorária, porque não fixada nas instâncias ordinárias. É o voto. Por oportuno, previno as partes de que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, ou 1.026, § 2º, ambos do NCPC.